Opa...!
Me ocorreu de ter um tempinho livre, e gostaria de compartilhar uma ideia... É simples, mas exatamente por isso estranha!
Sabe esse lance de sofrimento? Imagina tudo que acontece que faz a gente sofrer. Agora pense que isso tudo não passa de pura ilusão. Simples assim, tudo ilusão.
Opa, então é simples assim, entendo que é tudo ilusão, e não vou mais sofrer? É, é mais ou menos por aí. Po, mas é simples assim? Simples assim, volto a afirmar.
A gente se apega a tudo, cria sentimento pelas coisas e pelos acontecimentos, valora tudo e todos, e acredita que tudo é assim. O ônibus leva 30 minutos de A a B, e você se apega a isso. Fulano é confiável, e você se apega a isso. Minha casa está sempre ali quando eu chegar, e você se apega a isso.
Aí um dia, o ônibus leva 50 minutos pra chegar de A a B, e você fica ansioso. Fulano te trai, e você fica com raiva, decepcionado. Sua casa pega fogo e desmorona, e você fica desesperado e sem chão (e sem teto, no caso)...
As coisas mudam, se transformam, e se você se apega a isso, vai sofrer quando isso já não for mais isso, mas outra coisa.
Ok, então é só entender isso, que tá tudo certo... Não vou mais me apegar ao mundo, e vou parar de sofrer!
Não exatamente. A não ser que você já tenha entendido que você também é parte desse mundo. E por consequência, você é uma ilusão.
Sabe, esse lance de eu. O eu é uma ilusão. Seu eu é uma ilusão. Sua mente, seus pensamentos, tudo ilusão.
Você se apega a si mesmo, e nem percebe que você é tão mutável quanto tudo que existe. Logo, você sofre...
A ideia é simples. Desapegar-se de si mesmo, e de tudo o mais.
Claro que é meio inviável viver levando isso a cabo. Mas acho que ajuda a entender porque sofremos, e que vivendo a vida que vivemos, não há a opção "não sofrer". Mas dá pra amenizar um bocado esse lance de sofrimento...
Por fim, gostaria que ninguém sofresse (muito!), afinal, é só uma ideia...!
sexta-feira, 12 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Coerência no dos Outros é Refresco
Olá amigos de cerveja na calçada. Bem vindos a mais um
infame texto nesse nosso espaço dedicado aos mais ébrios assuntos. Como é de
costume, escrevo motivado por acontecimentos recentes.
Tivemos recentemente a abertura das vendas oficiais dos
ingressos para o Rock in Rio. Como era de se esperar, a demanda foi altíssima,
e em poucas horas todos os ingressos foram vendidos.
Mas é claro que a história não acaba aqui: Logo após o fim
das vendas oficiais, se instalou o odioso mercado negro dos cambistas. Sites de
leilão online diversos estavam tomados por diversas ofertas de ingressos a
preços extorsivos. O próprio Facebook se tornou em uma feira.
Na mesma hora eu pensei: “mas que cambada de filhos da puta”.
Fiquei muito mais puto depois, ao ver alguns amigos meus que queria de fato ir
aos shows, e não puderam porque um malandro foi lá e comprou 50 ingressos pra
revender ao preço que ele quiser. De fato, cambistas me despertam ódio, assim
como todo mundo que é metido a esperto e/ou malandro.
Essa mania do brasileiro de achar que a “Lei de Gérson” é
legal, esse culto ao “malandro” em despeito ao “otário”. Isso me enoja.
Todo mundo acha maneiro colocar gato, pra ficar usando ar
condicionado a noite toda. Acha maneiro roubar sinal de TV a cabo, já que está
ali mesmo. Acha maneiro pular roleta do Maracanã. Acha maneiro roubar copo do
bar. Acha maneiro sonegar imposto. Acha maneiro... revender ingressos do Rock in
Rio.
Todo mundo acha maneiro ser malandro. Os otários que paguem
o preço.
Os otários que paguem conta de luz e tv a cabo mais caro pra
compensar quem não paga. Os otários que paguem a renda do jogo. Os otários que
paguem a cerveja e o petisco mais caro pra compensar as perdas do bar. Os
otários que corram atrás dos ingressos na mão dos cambistas.
Vai todo mundo TOMAR NO CU. Não compactuo com essa merda. Nunca compactuei e nunca o farei.
Não faço gato, e acho que quem faz é criminoso. Não me
aproprio do que não é meu por direito, porque acho que quem rouba é ladrão.
Pago imposto (reclamo, mas pago), e compro meus ingressos honestamente (mesmo
achando caros).
O mais engraçado de tudo é que depois vem essa galera
reclamando que o Brasil só tem ladrão, todo político é safado, e enche as redes sociais de hashtag: #forarenan, #foracabral e #forafeliciano. Belo exemplo.
Muito fácil pagar de ativista social na conversa entre amigos ou na internet, mas ter as mesmas atitudes que diz condenar. Não tem essa porra. Pra mim, é tudo a mesma merda, com diferença apenas na quantidade.
Governos roubam e socializam essas contas. Populações também.
Não tem essa história de "todo mundo rouba", "se eu não fizer, alguém vai fazer" ou "não tem como comparar isso com um político que rouba milhões". A questão não são as cifras, são as atitudes. No caso, a atitude mesquinha de querer levar alguma vantagem prejudicando o próximo.
Cobrar coerência é foda, eu sei.
Mas vale a reflexão. Todo mundo gosta de apontar defeitos nos outros, mas tem resistência a perceber e encarar os próprios defeitos. Olhem todos bem pra dentro de si mesmos, e vejam se lá no fundo não estão tomando atitudes de Sarneys, Renans e outros da mesma laia.
Procurar melhorar a si mesmo e as suas atitudes, antes de pensar em tentar mudar qualquer outra coisa. Esse é o caminho. Até porque, no processo, você já estará fazendo a sua parte em melhorar a sociedade.
EMILIANO CARDOSO nesse mundo de malandros, prefere ser otário.
Governos roubam e socializam essas contas. Populações também.
Não tem essa história de "todo mundo rouba", "se eu não fizer, alguém vai fazer" ou "não tem como comparar isso com um político que rouba milhões". A questão não são as cifras, são as atitudes. No caso, a atitude mesquinha de querer levar alguma vantagem prejudicando o próximo.
Cobrar coerência é foda, eu sei.
Mas vale a reflexão. Todo mundo gosta de apontar defeitos nos outros, mas tem resistência a perceber e encarar os próprios defeitos. Olhem todos bem pra dentro de si mesmos, e vejam se lá no fundo não estão tomando atitudes de Sarneys, Renans e outros da mesma laia.
Procurar melhorar a si mesmo e as suas atitudes, antes de pensar em tentar mudar qualquer outra coisa. Esse é o caminho. Até porque, no processo, você já estará fazendo a sua parte em melhorar a sociedade.
EMILIANO CARDOSO nesse mundo de malandros, prefere ser otário.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Comportamento de Manada
Antes de começar esse texto, quero deixar bem claro um
ponto: Não tenho nada contra religiões de maneira geral, ok? O caso a seguir
(verídico, como a maioria já teve a oportunidade de testemunhar) apenas me
levou a uma reflexão que eu compartilho aqui com vocês.
Estava eu na casa dos meus pais em mais um Domingo daqueles
bem preguiçosos, quando você come um prato de comida que alimentaria fácil uns
30 mendigos, totalmente estirado no sofá. O interfone toca, e meu pai atende
(eu não tinha condições de movem um músculo).
- Hein? Ah não muito obrigado. Não estamos precisando não tá
ok? Tá, tchau.
Porra, pensei eu, o cara tá vendendo porta a porta num
domingo de sol escaldante aqui no Rio de Janeiro? E tem mais, pra quem não
conhece, a casa dos meus pais fica no alto de uma ladeira pra Potosi nenhuma
colocar defeito.
- Ae pai, vendedorzinho com disposição esse aí hein? –
comentei.
- Porra nenhuma. Tava oferecendo a palavra do senhor Jesus
Cristo (respondendo ironicamente).
Resumo da ópera: eram Mórmons. Como eu disse não vou entrar no mérito religioso, até porque
a fé é de cada um e eu acho que ninguém tem direito de questionar algo tão
individual. Mas PUTAQUEPARIU, sair do seu país, aprender um outro idioma, meter
uma calça e camisa social, andar para caralho no sol escaldante do Rio, batendo
de porta em porta para tentar convencer as pessoas da sua fé... ah vocês vão me
perdoar, mas isso eu posso julgar sim. Somente um completo idiota, que não
parou 5 minutos para raciocinar sobre a MERDA que estava fazendo poderia
cometer uma sandice dessas.
Sério, o que poderia levar alguém a fazer isso?
Em primeiro lugar, me lembrei da célebre frase de um amigo
meu: “O mundo é composto por idiotas”. Essa é uma premissa bastante
interessante e saudável de ser adotada quando se lida com seres humanos. Esse
argumento, por mais estapafúrdio que possa parecer, tem um fator importante:
não estou discriminando ninguém aqui. Homens, mulheres, crianças, idosos, gays
e heteros, negros, brancos e japas. Eu mesmo. Todos nós fazemos escolhas
extremamente irracionais.
Mas o que nos leva a agir como idiotas?
Como todos sabem, eu sou um economista. Meia-boca, mas sou.
E apesar de já ter esquecido 90% do que “aprendi” na faculdade, um tema que é
abordado pela teoria econômica me parece bastante razoável aqui. O
comportamento de manada. Por definição, o comportamento de manada é aquele
momento de incerteza, onde os agentes econômicos não podem tomar decisões
racionais, e acabam seguindo a maioria ou o agente mais influente. Esse cenário
costuma gerar movimentos bruscos no mercado. Isso é facilmente verificável na
vida real... basta ver qualquer onda de boatos atingir o mercado e os efeitos
das bolsas. Não precisa nem ser economista pra notar.
Mas o que isso tem a ver com os mórmons e pessoas idiotas?
Simples. Na minha opinião, o comportamento de manada deixou
de ser um caso particular para se tornar regra.
Na era da informação e da internet, ficou muito fácil difundir idéias e
pensamentos, e com isso a necessidade de pensar foi pros caralhos. Afinal, pra
que pensar, se tem algum idiota postando no Facebook uma frase de efeito bunda
tirada de algum livro imbecil de auto-ajuda atribuída falsamente a algum autor
hipster me dizendo o que fazer?
Pensar dá trabalho. E da mesma forma que compramos suco de
caixinha pra não ter que espremer as laranjas, o mesmo ocorre com o pensamento.
Pegamos o que já está pronto, para não chegarmos a conclusões nós mesmos. Isso,
combinado com a incrível capacidade e velocidade da internet, pavimenta o
cominho para brilhantes movimentos, como os mórmons que vão de casa em casa, o Projeto
Gota D`agua, abaixo assinados no Avaaz (que por mais nobres que possam ser, não
possuem nenhuma validade jurídica),
Guarani-Kaiowas e outras coisas do gênero.
Lanço aqui uma campanha: antes de apoiar qualquer causa,
bradar aos quatro cantos uma posição política e SIM, antes de compartilhar um
texto no Facebook, vamos nos inteirar no assunto, pesquisar um pouco e tirar as
próprias conclusões. Ajuda, enriquece o debate e te tira da massa de manobra. O
tio Google e a tia Wikipedia ainda dão uma força.
EMILIANO CARDOSO tem preguiça para tudo, menos para pensar.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Porque...
- Boa tarde!
- Boa...!
- Gostaria de um porquê.
- Por quê?
- É, um porquê, por favor...
- Sim, mas por que você gostaria de um porquê?
- Porque sim, ora!
- Bem... "porque sim" não é um bom porquê.
- E por que não?
- Porque não, ora!
- Ah, e "porque não" é um bom porquê?
- Sim, "porque não" é um bom porquê.
- É mesmo? Por quê?
- Bom, é porque... não tem porquê...
- Boa...!
- Gostaria de um porquê.
- Por quê?
- É, um porquê, por favor...
- Sim, mas por que você gostaria de um porquê?
- Porque sim, ora!
- Bem... "porque sim" não é um bom porquê.
- E por que não?
- Porque não, ora!
- Ah, e "porque não" é um bom porquê?
- Sim, "porque não" é um bom porquê.
- É mesmo? Por quê?
- Bom, é porque... não tem porquê...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Saco vazio não fica em pé, mas saco cheio é difícil de carregar.
Pois é meus amigos leitores, eu há tempos queria dissertar de forma sucinta sobre férias. Que tema peculiar para se escrever, não? Pois é, mas isso para mim tem mais significado do que parece, já que eu passei um 2012 sem férias. Para o leitor desavisado parece uma tempestade num copo d'água, mas é difícil, bem difícil, trabalhar direto sem parar, respirar fundo e continuar. Eu notei isso agora mesmo, nesse momento. Tive uma bolação trabalhista aqui, mas ao invés de me enfurecer estou aqui, tranquilo falando com os senhores, pois durante o recesso de fim de ano tratei de passar numa bela praia longe de tudo relacionado de trabalho. Isso não foi suficiente, não foram férias, mas que ajudou, ajudou.
Uma coisa que algumas pessoas podem não entender é que o ser humano não é uma máquina. Se essa última frase não te diz nenhuma novidade então parabéns, você é uma pessoa feliz. Não me entendam mal, eu não sou vagabundo, e até admiro a galera que vende suas férias, mas não dá, para mim ter férias é algo além de um direito é uma necessidade, tanto profissional quanto pessoal. Quantas vezes escutamos histórias de pais que esquecem crianças nos carros, de pessoas que passam mal no trabalho, que cometem equívocos ou que brigam por motivos cada vez menores? Isso tudo é sobrecarga, stress, nervosismo, coisas que um bom descanso pode atenuar seriamente. Como falei antes não somos máquinas e mesmo se fossemos, uma manutenção de vez em quando não vai mal.
E o que fazer com esse tempo livre? Eu sinceramente acho que qualquer coisa vale. Você não precisa viajar, produzir, ler livros e mais livros ou jogar diablo 3 para poder encher a boca e dizer "aproveitei minhas férias", férias bem aproveitadas são aquelas que você faz o que você curte e se sente bem. Além disso tem toda a questão do ócio produtivo, o tempo para resolver aquelas coisas que ficam para trás, porque você não tem tempo ou simplesmente esquece sempre de fazer. E se cabeça vazia é oficina do daemon (daemon tools, sacou?) pode ser uma oficina bem produtiva a dar origem a projetos bem interessantes.
Então rapaziada, se há possibilidade, respire fundo, se trate, fique em paz para voltar com mais paciência, tranqüilidade e perseverança, pois o velho ditado diz que "saco vazio não fica em pé" e eu digo que saco cheio é bem difícil de carregar.
Uma coisa que algumas pessoas podem não entender é que o ser humano não é uma máquina. Se essa última frase não te diz nenhuma novidade então parabéns, você é uma pessoa feliz. Não me entendam mal, eu não sou vagabundo, e até admiro a galera que vende suas férias, mas não dá, para mim ter férias é algo além de um direito é uma necessidade, tanto profissional quanto pessoal. Quantas vezes escutamos histórias de pais que esquecem crianças nos carros, de pessoas que passam mal no trabalho, que cometem equívocos ou que brigam por motivos cada vez menores? Isso tudo é sobrecarga, stress, nervosismo, coisas que um bom descanso pode atenuar seriamente. Como falei antes não somos máquinas e mesmo se fossemos, uma manutenção de vez em quando não vai mal.
E o que fazer com esse tempo livre? Eu sinceramente acho que qualquer coisa vale. Você não precisa viajar, produzir, ler livros e mais livros ou jogar diablo 3 para poder encher a boca e dizer "aproveitei minhas férias", férias bem aproveitadas são aquelas que você faz o que você curte e se sente bem. Além disso tem toda a questão do ócio produtivo, o tempo para resolver aquelas coisas que ficam para trás, porque você não tem tempo ou simplesmente esquece sempre de fazer. E se cabeça vazia é oficina do daemon (daemon tools, sacou?) pode ser uma oficina bem produtiva a dar origem a projetos bem interessantes.
Então rapaziada, se há possibilidade, respire fundo, se trate, fique em paz para voltar com mais paciência, tranqüilidade e perseverança, pois o velho ditado diz que "saco vazio não fica em pé" e eu digo que saco cheio é bem difícil de carregar.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Caixinha do Acharque
Eu me amarro no Natal. De verdade. Acho uma época do ano
diferente, as pessoas me parecem com um espírito mais alegre, as casas
iluminadas, as ceias e os milhares de eventos de fim de ano, com os diferentes
grupos de amigos. Tudo isso me deixa de alguma forma mais animado nessa época
do ano, e nem os shoppings lotados e os gastos extras desse período conseguem
quebrar essa magia.
Ah, então nada te tira do sério nessa época? Quem me dera.
Aconteceu comigo recentemente. Estava eu indo calmamente
abastecer o meu carro, atividade mais que corriqueira ao longo do ano. Quando
ao final do serviço realizado, entrego meu cartão para fazer o pagamento e ouço
a maldita frase: “Fica a vontade pra fortalecer a caixinha de Natal da galera
aí. Se quiser, pode passar até no cartão.”
Pausa para reflexão nessa frase, que tem 2 pontos que eu
acho dignos de nota (e de crítica):
![]() |
| Caixinha de Natal no século XVIII |
A Caixinha de Natal: quem já teve a oportunidade de
conversar comigo, sabe qual minha opinião sobre essa prática. Acho um acharque
ao bolso do cidadão disfarçado de uma “bondade natalina”. A idéia é apelar pro
“espírito natalino” citado no primeiro parágrafo e pedir uma pequena
contribuição... afinal, é uma pequena contribuição para fazer o Natal de alguém
mais feliz, certo? Ok, certo. O problema é a forma como o pedido muitas vezes é feito. A sensação as vezes é similar à abordagem de um flanelinha. Se for o caso de um serviço que precise ser feito em recorrência, a pena por não doar pode ser elevada (e a forma de cobrança ainda mais ostensiva).
Além disso, o funcionário da loja ao lado acha a idéia
excelente, e copia. E o padeiro. E o carteiro. E o lixeiro. E o policial...
pensando bem, esse pede caixinha o ano todo. Resumo da Ópera: Todo mundo ganha
caixinha de Natal, menos uma pessoa: isso mesmo, é VOCÊ, que sustenta essa
corja e essa prática. Me chame de escroto, mas me recuso a dar caixinha de natal
pra quem quer que seja. Caixinha de Natal todo mundo ganha, é o 13º e fim de
papo.
A Forma de Pagamento: esse ponto é a novidade. Vou tentar
transcrever a cena que aconteceu comigo de verdade. O diálogo foi mais ou menos
assim (com o perdão de algumas coisas que posso ter omitido pela minha falha de
memória).
Eu: Completa com gasolina comum por favor.
Atendente: ok.
(enche o tanque)
Atendente: Foi xxxxx reáu. Crédito ou Débito?
Eu: Sempre Crédito.
Atendente: Fica a vontade pra contribuir com a caixinha de
Natal da galera ae.
Eu (tentando me safar): Pô, tô sem dinheiro...
Atendente: Tudo bem, a gente aceita cartão.
Eu: Hein?
Atendente: É. Você passa um pouco mais no cartão e a gente
tira o dinheiro do caixa.
Eu (ainda incrédulo, levei um tempo pra responder): ...
entendi. Mas passa o valor da conta mesmo.
Eu não tava acreditando naquilo. PQP! Cartão de Débito e
Crédito pra caixinha de Natal? Eu achei isso beirando o hilário... até porque só pode ser piada. Tal qual
algumas Igrejas inescrupulosas que agora cobram dízimo no cartão (e tem assessorias de
cobrança pra quem tá atrasado na "mensalidade"), agora a caixinha 2.0 vem com
essa novidade. Só falta o malandro virar pra você e disparar: Agora nós
facilitamos para que você faça o bem, pois sabemos que você está cheio de
vontade de contribuir, mas está sem dinheiro no bolso...
É muita cara de pau. É uma prática famigerada, maldita,
inescrupulosa e vil. Com o bônus de ser disfarçada de bondade e amor ao
próximo. Eu já não gostava de contribuir, agora mesmo que não dou um centavo.
Cambada de filho da puta.
EMILIANO CARDOSO não é pão duro, mas não dá um centavo pra esses caras, e acha que ninguém deveria dar.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
É por isso que o brazuca é bom de bola.
Prezados amigos!
Venho aqui no blog perturbá-los mais uma vez. O motivo seria outro, pois já tinha um texto engatilhado sobre gente sem noção. Porém, como gente sem noção irrita a gente todos os dias, qualquer dia esse texto sai. Em virtude de algumas coisas que ouvi nos últimos dois ou três dias, decidi trocar o tema.
Como alguns de vocês sabem (ou não), eu tenho o hábito (que não é bem um hábito...) de ouvir rádio. Gosto de ouvir as notícias pela manhã, e gosto de ouvir o programa do Antônio Carlos pela manhã, assim como o "Debates Populares" com o Roberto Canazio.
Como já disse, não é bem um hábito, mas eu gosto de ouvir sempre que posso. Gosto de ouvir as notícias por um viés mais popular. Mais confesso que tem ai uma tara de historiadorzinho: Gosto de ouvir e pensar em como as notícias são pensadas para manipular o povo e criar "opiniões" que se adaptem aos interesses dos cabeças da emissora de rádio (Rádio Bobo, desinformando!).
Não preciso nem dizer aqui que os programas passam valores esdrúxulos, distraem o povão com temas idiotas, e tiram o foco da real discussão com problemas irrelevantes. É só ouvir 5 minutos que vocês vão perceber isso. Porém, estes dias ouvi duas notícias que me chamaram a atenção, e que, nas voz dos "comunicadores" desta emissora, sem dúvida, formadora de opiniões, me assustaram um pouco e aguçaram minha vontade de escrever. E gostaria de compartilhar isso com vocês.
A primeira foi a discussão sobre o julgamento do mensalão, especialmente sobre se seria foro (eu querendo dar uma de juristinha que nem Caio, Drope e Bolets. Me corrijam se eu tiver aplicando este conceito de maneria equivocada) do STF ou da Câmara dos deputados cassar o mandato dos condenados no processo. A segunda foi outra discussão, sobre o fato de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ter pedido o arquivamento do processo daquele cara de Volta Redonda que deixou a filha de dez meses no carro, o que levou à morte do bebê.
Gostaria de dizer o seguinte: Respeito as atribuições de cada poder, assim como acho que a organização é algo ESTRITAMENTE NECESSÁRIO a qualquer atividade humana. E vocês sabem que eu sou chato para caralho com isso. Porém, eu acho que, legislativo no primeiro caso, e judiciário no segundo, estão defecando pela boca.
Vamos ao ocorrido: Nas duas discussões (é o que acontece, diariamente, sobre vários temas, no programa do Canazio), a maioria dos debatedores, que, em geral, são pessoas de "renome" na sociedade, achou que o legislativo deveria cassar os deputados, assim como concordou que é um absurdo o MP não oferecer denúncia, evitando que o pai que matou a filha foi a julgamento.
Vamos à minha opinião. Discordo da porra toda. Vou lhes dizer por que. Acho que, nestes casos, tanto a Câmara dos deputados quanto o judiciário estadual, assim como os debatedores do programa de rádio e o seu "Host", querem aparecer mais que todo mundo. Como já disse, respeito as atribuições de cada poder. Mas, no caso dos condenados e presos do mensalão, a cassação já não seria algo automático, dada a gravidade dos crimes e as atribuições do cargo em questão? Amigos juristas, me corrijam, mais uma vez, se for o caso. "Ah, mas o legislativo vai caçar de qualquer jeito!". Esse foi o mesmo argumento usado para defender o julgamento do pai, que, unanimemente, foi considerado culpado pelos debatedores do programa. "Ah, mas ele tem que ir a julgamento, nem que seja pra ser inocentado!".
Vou fazer uma analogia pra ver se vocês entendem o que eu quero dizer, antes de eu dizer, pra facilitar. Você chega em casa, a sua empregada doméstica mudou todos os móveis de sua sala de lugar. Obviamente, você não gostou. Começa a discutir com ela que o sofá deveria ficar em outro lugar, que a sua mesinha de canto ficou feia ali naquela outra parede, que aquele quadro ali está torto. Que quem deveria rearrumar a casa era você, e não ela. Puto, você acaba a discussão e manda ela embora pra casa. Porém, ao entrar na sua cozinha, você percebe o verdadeiro problema: Enquanto a sua empregada ficou o dia todo arrumando sua sala, a cozinha está um caos, e há uma pilha de louça para lavar. Você percebe que, ao invés de ficar discutindo com ela sobre a sala, deveria ter simplesmente dado um esporro e mandado ela lavar a louça.
Acho que é isso que acontece no Brasil. Os poderes, em geral, não querem trabalhar. Ficam brigando sobre qualquer coisinha mediocre para aparecer, tipo a arrumação dos móveis da sala, quando a cozinha tá um caos e precisar ser arrumada. E essa posição é corroborada por uma mídia corrupta, que existe apenas para legitimar aquele grupo político que a favorece mais. Os formadores de opinião formam gente burra, que é incapaz de ler nas entrelinhas. Nós, professores (desculpem puxar a brasa, gente), ficamos sme ter muito o que fazer, pois onde a galera olha, seja internet, TV, rádio, tem alguém enfiando esse tipo de besteira na cabeça deles, desviando o olhar das coisas mais importantes.
Levar a julgamento um cara que todo mundo sabe que será absolvido? Só para "não ofender o orgulho do poder judiciário"?? Acho que o poder judiciário, corrupto, deveria se preocupar mais em fazer o seu trabalho. Esse pai é um idiota, e não um bandido, e o dever do judiciário é o de julgar bandidos. E a culpa que ele levará na cabeça o resto da vida já é, sim, uma pena bem grande. Muito maior do que poderia ser atribuida se ele fosse condenado.
Levar a plenário a cassação de deputados que já estão condenados pelo STF e devidamente enjaulados? Para que? Para adiar, mais uma vez, a votação daqueles projetos de lei eternos, aqueles que vão REALMENTE favorecer a população em alguma coisa? Acho que o legislativo brasileiro deveria pensar mais em legislar para o povo, em ser sério, em trabalhar, em abrir mão dos seus milhões de privilégios, do que em "ter suas atribuições desvirtuadas pelo Supremo".
Então gente, sinto que é um ponto polêmico e já falei demais. Vou parar por aqui. Mas espero que vocês tenham pego minha mensagem: Temos que nos preocupar com o que realmente importa, não com aquela velha disputa sobre quem é o dono da bola. Especialmente no país do futebol.
Venho aqui no blog perturbá-los mais uma vez. O motivo seria outro, pois já tinha um texto engatilhado sobre gente sem noção. Porém, como gente sem noção irrita a gente todos os dias, qualquer dia esse texto sai. Em virtude de algumas coisas que ouvi nos últimos dois ou três dias, decidi trocar o tema.
Como alguns de vocês sabem (ou não), eu tenho o hábito (que não é bem um hábito...) de ouvir rádio. Gosto de ouvir as notícias pela manhã, e gosto de ouvir o programa do Antônio Carlos pela manhã, assim como o "Debates Populares" com o Roberto Canazio.
Como já disse, não é bem um hábito, mas eu gosto de ouvir sempre que posso. Gosto de ouvir as notícias por um viés mais popular. Mais confesso que tem ai uma tara de historiadorzinho: Gosto de ouvir e pensar em como as notícias são pensadas para manipular o povo e criar "opiniões" que se adaptem aos interesses dos cabeças da emissora de rádio (Rádio Bobo, desinformando!).
Não preciso nem dizer aqui que os programas passam valores esdrúxulos, distraem o povão com temas idiotas, e tiram o foco da real discussão com problemas irrelevantes. É só ouvir 5 minutos que vocês vão perceber isso. Porém, estes dias ouvi duas notícias que me chamaram a atenção, e que, nas voz dos "comunicadores" desta emissora, sem dúvida, formadora de opiniões, me assustaram um pouco e aguçaram minha vontade de escrever. E gostaria de compartilhar isso com vocês.
A primeira foi a discussão sobre o julgamento do mensalão, especialmente sobre se seria foro (eu querendo dar uma de juristinha que nem Caio, Drope e Bolets. Me corrijam se eu tiver aplicando este conceito de maneria equivocada) do STF ou da Câmara dos deputados cassar o mandato dos condenados no processo. A segunda foi outra discussão, sobre o fato de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ter pedido o arquivamento do processo daquele cara de Volta Redonda que deixou a filha de dez meses no carro, o que levou à morte do bebê.
Gostaria de dizer o seguinte: Respeito as atribuições de cada poder, assim como acho que a organização é algo ESTRITAMENTE NECESSÁRIO a qualquer atividade humana. E vocês sabem que eu sou chato para caralho com isso. Porém, eu acho que, legislativo no primeiro caso, e judiciário no segundo, estão defecando pela boca.
Vamos ao ocorrido: Nas duas discussões (é o que acontece, diariamente, sobre vários temas, no programa do Canazio), a maioria dos debatedores, que, em geral, são pessoas de "renome" na sociedade, achou que o legislativo deveria cassar os deputados, assim como concordou que é um absurdo o MP não oferecer denúncia, evitando que o pai que matou a filha foi a julgamento.
Vamos à minha opinião. Discordo da porra toda. Vou lhes dizer por que. Acho que, nestes casos, tanto a Câmara dos deputados quanto o judiciário estadual, assim como os debatedores do programa de rádio e o seu "Host", querem aparecer mais que todo mundo. Como já disse, respeito as atribuições de cada poder. Mas, no caso dos condenados e presos do mensalão, a cassação já não seria algo automático, dada a gravidade dos crimes e as atribuições do cargo em questão? Amigos juristas, me corrijam, mais uma vez, se for o caso. "Ah, mas o legislativo vai caçar de qualquer jeito!". Esse foi o mesmo argumento usado para defender o julgamento do pai, que, unanimemente, foi considerado culpado pelos debatedores do programa. "Ah, mas ele tem que ir a julgamento, nem que seja pra ser inocentado!".
Vou fazer uma analogia pra ver se vocês entendem o que eu quero dizer, antes de eu dizer, pra facilitar. Você chega em casa, a sua empregada doméstica mudou todos os móveis de sua sala de lugar. Obviamente, você não gostou. Começa a discutir com ela que o sofá deveria ficar em outro lugar, que a sua mesinha de canto ficou feia ali naquela outra parede, que aquele quadro ali está torto. Que quem deveria rearrumar a casa era você, e não ela. Puto, você acaba a discussão e manda ela embora pra casa. Porém, ao entrar na sua cozinha, você percebe o verdadeiro problema: Enquanto a sua empregada ficou o dia todo arrumando sua sala, a cozinha está um caos, e há uma pilha de louça para lavar. Você percebe que, ao invés de ficar discutindo com ela sobre a sala, deveria ter simplesmente dado um esporro e mandado ela lavar a louça.
Acho que é isso que acontece no Brasil. Os poderes, em geral, não querem trabalhar. Ficam brigando sobre qualquer coisinha mediocre para aparecer, tipo a arrumação dos móveis da sala, quando a cozinha tá um caos e precisar ser arrumada. E essa posição é corroborada por uma mídia corrupta, que existe apenas para legitimar aquele grupo político que a favorece mais. Os formadores de opinião formam gente burra, que é incapaz de ler nas entrelinhas. Nós, professores (desculpem puxar a brasa, gente), ficamos sme ter muito o que fazer, pois onde a galera olha, seja internet, TV, rádio, tem alguém enfiando esse tipo de besteira na cabeça deles, desviando o olhar das coisas mais importantes.
Levar a julgamento um cara que todo mundo sabe que será absolvido? Só para "não ofender o orgulho do poder judiciário"?? Acho que o poder judiciário, corrupto, deveria se preocupar mais em fazer o seu trabalho. Esse pai é um idiota, e não um bandido, e o dever do judiciário é o de julgar bandidos. E a culpa que ele levará na cabeça o resto da vida já é, sim, uma pena bem grande. Muito maior do que poderia ser atribuida se ele fosse condenado.
Levar a plenário a cassação de deputados que já estão condenados pelo STF e devidamente enjaulados? Para que? Para adiar, mais uma vez, a votação daqueles projetos de lei eternos, aqueles que vão REALMENTE favorecer a população em alguma coisa? Acho que o legislativo brasileiro deveria pensar mais em legislar para o povo, em ser sério, em trabalhar, em abrir mão dos seus milhões de privilégios, do que em "ter suas atribuições desvirtuadas pelo Supremo".
Então gente, sinto que é um ponto polêmico e já falei demais. Vou parar por aqui. Mas espero que vocês tenham pego minha mensagem: Temos que nos preocupar com o que realmente importa, não com aquela velha disputa sobre quem é o dono da bola. Especialmente no país do futebol.
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