terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ACABOU, ACABOU, ACABOU! Como assim acabou?

                Amigos,

                É das trevas que retorno a esta mesa de bar (de onde nunca deveria ter saído) para anunciar minha graduação pela Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (AÊÊ, já não era sem tempo!)
                Embora orgulhoso de mim mesmo, é algo bem menor que a sensação de alívio que ora me ocupa. Neste momento, eu só consigo pensar que estou abandonando grande peso, que já não tinha mais o menor saco de carregar.
                Talvez você esteja pensando:
                - Então por que você não abandonou o curso, se era assim tão chato?
                Isso tem que ficar claro. Não foi ruim, pelo contrário, foi muito bom. Só que, meu amigo, cinco anos é tempo pra cacete! Quando você começa a ser sacaneado por professor vagabundo, servidores de má vontade e burocracias infinitas desde o primeiro período, quando se termina o décimo, tudo o que se pode fazer é respirar aliviado por não fazer mais parte daquela bagunça.
                É claro, cada um tem uma experiência diferente e bla bla bla whiskas sachê. Eu particularmente não sou nada fã do meio acadêmico. Embora reconheça sua importância na produção de pesquisa científica, considero um meio sujo, político, de panelinhas e vaidades... Mas não é esse o assunto! Deixemos isso de lado por ora, pois será abordado melhor em outro dia, quando malharei a dita comunidade científica fodona.
                Voltando à vaca fria. Não digo que é à toa ou injustificada a estrutura da administração, mas com certeza eu e meus colegas teríamos tido uma vida acadêmica melhor se alguns detalhes fossem observados. Exemplo: certos professores comparecessem e dessem a bendita matéria (e sofressem alguma sanção por não fazê-lo); tivéssemos que nos preocupar menos com a inscrição de disciplinas porque o sistema não funciona; desnecessidade de cumprir requisitos infinitos durante todo o curso...¹
                Enfim. Um monte de merda pra se preocupar ao invés de estar de fato estudando.
                Resta dizer que afora todos os caralhinhos voadores da universidade, é uma experiência única. Criam-se amigos pra vida, vivem-se coisas novas e aprende-se muito, apesar de todas as aporrinhações. E por tudo isso, não me arrependo de um segundo passado naquele lugar².
                Fica então o agradecimento aos amigos que seguraram na alça do caixão e transformaram a faculdade numa parada mais fácil de encarar.
                E agora com licença que eu vou carregar um fardo de verdade, chamado desemprego.

“Do bar não saio nunca mais”
                Jimmy, do Matanza.

1-Mais verdade ainda na Faculdade Nacional de Direito... 9 eletivas (as que valem a pena sempre em horários esdrúxulos), 200 horas de estágio, 180 de horas complementares (que ninguém sabe diferenciar das de estágio e vice versa), horas de audiência, relatórios mensais de atividades...
2-Tá, talvez as duas aulas do Atílio que eu assisti... Tempo perdido Strictu Sensu³.
3-Basicamente quer dizer: Aula do Atílio = Perda de tempo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Uma ode à cachaça.

É incrível minha capacidade de deturpar a ideia básica e sensata de um blog como o nosso, que vem com a proposta de discutir temas inteligentes e atuais. Porém, como eu sou eu, FODA-SE vocês.

Venho até vós, leitores, para registrar, acá, meu agradecimento a quem, há milhares de anos atrás, inventou o álcool. Muitos de vocês, bem como alguns de nossos colaboradores, podem não concordar comigo, ainda assim, caguei. Mas vale registrar: o que seria o mundo sem o álcool?

Eu fico imaginando, senhores, hoje existe miséria, ódio, guerra, e isso com o álcool já entre nós. Imaginem agora como seria sem ele, o grande representante da felicidade, o grande responsável pela alegria, calma e inciativa do mundo.

Quando eu era mais novo, na minha "aborrecência", tinha problemas com as meninas - não que eu tenha superado isso - mas quem que sempre estava ali, para me ajudar, me consolar e me empurrar em direção da fêmea mais próxima, sem vergonha, sem timidez? Ele, o lorde, o sir, o impetuoso álcool - geralmente cerveja.

Quantas vezes você, falo você, leitor, você, que se passa ao ridículo de estar lendo isto, que perde seu tempo em plena night raciocinando as palavras de um bebun inveterado, tal qual moi. Quantas vezes você não se encontrou tímido, com medo de tomar toco, bebeu um copo, e virou um pegador? Digo para as mulheres também, quantas vezes você, menina, deprimida por nunca ter beijado ninguém, você que achava que era gostosa demais mas acabou tendo que parar de escolher pra poder ficar com alguém (MAYUMI E YOKO, PIADA INTERNA), e bebeu um copo, acabando por amanhecer agarrada num zé bunitinhu, num motel barato? Falo para os fracos: quantas vezes você não se viu sem coragem de mandar um "bully" tomar no cu, e após um copo, subitamente você ficou forte, como se tivesse tomado o espinafre do popey (não lembro como escreve)?

Concluo, amigos e amigas: só um babaca para achar que o álcool é o problema da sociedade. Só um babaca exclui o álcool dos estádios de futebol achando que esse é o motivo das brigas. Só um babaca acha que o álcool mata. O álcool não mata, faz viver. E está aqui a minha homenagem a ele, o grande responsável por nossa sociedade estar no estágio que se encontra. Muito obrigado.

falei, seu merda...

fui

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Caf- com-leite

Ok, vamos dar uma pausa no amor, e falar sobre um daqueles temas polêmicos, que costumam ser consenso não se discutir a respeito... ou, na verdade, propor que o tema seja abordado sobre outro contexto... sem mais rodeios: religião.

Ora, ora, caro leitor, quantas vezes já ouviste, quiçá disseste "tem que respeitar a religião alheia", "religião não se discute", enfim, frases que ilustram a "intocabilidade", o "respeito" quando o assunto é religião?

Pois eu acho que já perdemos a hora de discutir isso. Há milênios, religiões pintam e bordam com a sociedade, e hoje não é muito diferente, apesar de alguns ajustes... Doe a quem doer, mas as religiões que surgem dia após dia não passam de empreendimentos camuflados.

Disse camuflados? Bobeira minha! São tão camuflados quanto pode ser um elefante rosa no meio da Presidente Vargas: só não enxerga quem não quer. E uma boa questão nesse contexto, é que muita gente realmente não quer ver...

Sinceramente, quero que se dane se o bispo Fulano ou o pastor Beltrano estão criando impérios às custas de dinheiro de manezões... O que não dá pra aceitar, é o velho discurso do "respeito" ou "liberdade" de religião, que permite que qualquer movimento amparado por questões religiosas tenham o privilégio da irresponsabilidade, sejam tratados como café-com-leite.

Gostaria de propor este debate, pois esta, como já pré-anunciado no início do texto, deve deixar de ser pensada  apenas como uma questão religiosa, mas também como questão social, econômica, etc...

E café-com-leite é o caralho!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AÍ É MOLE

Após uma verdadeira coluna do nosso Arnaldo Jabor dos blogs, volto a vos perturbar com meus problemas mentais e ódios incorporados.

Uma coisa me chamou bastante a atenção essa semana: o câncer do presidente Lula. É, a cachaça e os cigarrinhos pegaram ele. Mas bem, nessa introdução, deixo bem claro que minha posição é apartidária. Vai valer tanto para Lula, quanto para qualquer outro político. É sério.

Fomos apanhados, com surpresa, por essa notícia: câncer do Lula. Mas, pelo menos para mim, o que mais me incomodou foi a comoção. Ok, é válido, o cara fez muito pelo Brasil. Não vamos entrar em questão de corrupção pois, ainda assim, o meu querido país tá em outro nível, hoje em dia. Agora, isso tudo não é motivo para você ficar que nem um babaca rezando para ele, com faixas em frente ao hospital etc...

Gente, ter câncer é mole, hoje em dia. É só você ir para o Sírio Libanês. Seus babacas, idiotas, babadores de ovo. Querem rezar, reza para o pobre fudido que se encontra com câncer no INCA. É muito mole, um filho da puta qualquer, ter uma doençazinha e se internar no pequeno e básico hospital Sírio Libanês, referência na porra toda.

O mais revoltante, é que esse bando de imbecil que fica chorando, não sabe, mas quem paga por essa internação dele, é o dinheiro do povo mesmo. Ah, mas o presidente não é mais presidente. Claro, mas ele enriqueceu como, sua zebra? Ele veio do nordeste rico? Ele ficou rico sendo metalúrgico? Tu acha que os trabalhadores do ABC paulista tem direito a plano de saúde com acesso a Sírio Libanês? Sua ANTA.

Para não falar só do Lula, que vai pegar mal, falarei do FHC. Meados desse ano, ele teve uma dorzinha no coração. Primeiro: foda-se, você tá velho pra caralho, vê se morre. Segundo: quer tratar do coraçãozinhu, ah, você quer? Então vem na rede 'Dor do Rio de Janeiro: Salga'Dor, Miguel'Dor, SARACURUNA'DOR...AÍ EU QUERO VER.

Quando nossa atual presidente, - diga-se de passagem, provando meu ato apartidário, eu digo que gosto dela - teve o tal linfoma, a filha da puta foi para o Sírio. Mas como? Com dinheiro do povo, que paga o plano de saúde dela e de todos agentes políticos do Brasil, sem falar de seus parentes. Por que nossos hospitais são ridículos? Porque esses cornos não os usam. Porque nós pagamos plano de saúde para eles, suas famílias, suas sogras, seus cachorros e pra puta que o paril toda. Agora, o filho da puta tem um cancerzinhu ( por que tratando no Sírio, vira um cancerzinho ) e nego chora, esperando sua cura.

Quer prova mais clara do que eu to falando, analisa: o José Alencar, nosso ex-vice, ficou 13 anos de sua vida tratando um câncer no intestino, ONDE: Sírio Libanês. Agora, me respondam: se fosse tratando no INCA, que é ponta no tratamento de câncer, mas ainda assim sofre com poucos recursos, ele teria 13 anos, ou 13 dias?! Tudo bem, o Alencar era empresário, gigante do ramo têxtil, mas e o Lula, a Dilma, e o nosso prefeito Eduardo Paes, que quebrou o bracinho e foi se tratar no Copa'Dor? Também eram empresários? Fala sério.

Quer saber?

Que tu vá pra casa do caralho.

Reza é pelo fudido que não tem plano de saúde, e que não é político. Esse é o verdadeiro trabalhador do Brasil. Não é Lula, FHC, Collor, Vargas ou a porra da tua mãe. O salvador do Brasil vai ser sempre o corno, que levanta às 6 da manhã, e vai dormir às 11 da noite. Esse você reza se tiver uma doença grave, esse você faz faixa e para na frente de hospital fazendo novena.

Sírio Libanês, Copa'Dor... aí é mole... vem para o Salga'Dor, vem para o Hospital do Fundão, quero ver botar o filho deles internado em um desses que citei.

Falei, mané.

Fui.

domingo, 30 de outubro de 2011

All Lucky Seven

Existem alguns números que são quase cabalísticos: todo mundo sabe de cor. Do 24 no veado no jogo do bicho ao número de copas do mundo que o Brasil já ganhou, é o tipo de informação que você armazena quase que um dogma: aquilo ali não vai mudar (no caso das copas pro Brasil, o fraco desempenho da seleção reforça essa tese). No meu caso, um desses números era a população do planeta. Desde que me entendo por gente, em qualquer livro de geografia do ginásio (é... olha a idade aí) o número era o mesmo: 6 Bilhões.

7 Bilhões: Esse é o número mágico da semana nos jornais. Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas, esse é o número de seres humanos no planeta atingido esse mês. O espanto com a mudança “repentina” foi para mim, sem dúvida, algo a se pensar.

Qual o impacto desse bilhão de pessoas a mais no mundo? A principio, para nós brasileiros será muito próximo de zero, na verdade, mesmo se pensarmos no mundo como um todo, a ordem das coisas não se altera muito.

Qual o alarde então?

Alarde nenhum... se contas começarem a serem feitas. Afinal, canja de galinha e planejamento nunca fizeram mal a ninguém.

Bom, o primeiro fato que deve ser levado em consideração é que esse bilhão de pessoas nasceu basicamente no sudeste da Ásia e África. Sendo estas algumas das regiões mais pobres do planeta, espera-se uma maior concentração global da renda na mão de um percentual menor ainda de pessoas. Um desastre social, claro: 1 bilhão de novos desastres sociais, mas apenas “mais do mesmo”... longe dos olhos, das lentes e das redações dos países mais desenvolvidos .

Mas mesmo que essas pessoas atravessem a chamada linha de pobreza e passem a fazer parte da famosa classe dos “consumidores globais”?

A solução dentro do sistema atual é controversa. A nova revolução agrícola que se inicia passa por uma série de questionamentos. Os alimentos geneticamente modificados, capazes de resistir a pragas e ao clima, e portanto menos sucetíveis a quebras de safra são uma opção, mas qual a sua eficiência e a questão de saúde são ainda icógnitas.

Existe também a expansão da fronteira agrícola. Mas falar isso é invocar uma verdadeira Jihad contra os ambientalistas. Eu mesmo não morro de amores pela idéia que o homem não deve alterar ou adaptar a natureza que o cerca para gerar mais desenvolvimento e conforto para os seus similares, mas entendo o ponto e é sim necessário traçar um limite: até porque a ampliação de lavouras não é uma solução definitiva. No limite, mesmo que se transforme toda a área não-urbana do planeta em terra cultivável, chegaríamos no teto de produção e teríamos um novo problema de oferta.

Bom, ai entramos no campo da economia... e da sua famosa lei de oferta e demanda. Se meramente alimentar a população atual já se mostra um desafio econômico e logístico, o cenário fica realmente negro se imaginarmos a projeção de 10 bilhões de pessoas no final do século.

Thomas Malthus, no século XVII, já havia alertado para uma situação similar, onde a população crescia muito além da capacidade de geração de alimentos da humanidade. Bem, ele certamente não foi capaz de prever toda a revolução da agricultura que se seguiu, mas a teoria dele volta a ganhar peso nesse momento.

O ritmo de crescimento, tanto populacional, quanto em última análise o próprio crescimento econômico (antes de comprar iPads, as pessoas precisam comprar arroz), se sustenta apenas com sucessivas melhorias na produtividade do campo. Isso já foi visto no passado e foi o que desacreditou Malthus. Irrigações, rotatividade de plantio, pesticidas, maquinário no campo... todos esses impactos de produtividade garantiram que a oferta de alimentos acompanhasse a demanda na teoria.

Porque na teoria? Bem, esse na verdade é o tema central do meu texto. A apesar do crescimento populacional, o crescimento da demanda não foi proporcional. Isso nos leva a duas possibilidades: a primeira é que cada indivíduo está unitariamente comendo menos: uma espécie de dieta global... que não me parece fazer muito sentido. A outra possibilidade, que essa sim me parece fazer mais sentido é que nem todos os novos seres humanos no mundo estão entrando na “fila do sopão”. Ou seja, apesar dos modelos econômicos nos mostrarem que hoje não temos escassez de alimentos, ninguém pode afirmar isso com certeza, sem pelo menos estimar qual seria a demanda total incluindo todos os famintos do planeta. Eu não sei, e não fiz contas, mas temo que a conta não feche.

Sim, algo deve ser feito. Não acho que a situação vá causar uma situação de guerra catastrófica, como já vi algumas pessoas preverem. Mas a situação de famintos no mundo hoje, já catastrófica, vai se intensificar.

As soluções não são muito originais. E difíceis de imaginar que sejam implementadas.

A primeira é a racionalização do crescimento populacional. Nos países mais desenvolvidos e em outros nem tão desenvolvidos assim (como o Brasil) essa questão me parece bem encaminhada. Mas em outras regiões, algumas por pobreza e falta de recursos (ou falta de programas sociais), outras por falta de conhecimento e outras tantas por questões culturais (como a poligamia e falta de direitos das mulheres por exemplo), o desafio de conter o crescimento é enorme.

Outra possibilidade é a racionalização da produção e do consumo. Hoje ao longo do processo de produção temos inúmeras perdas e desperdícios, impossíveis de medir, que oneram a nossa capacidade total de geração de alimentos. Exemplos são muitos: produtos que estragam em depósitos, burocracias alfandegárias e portuárias, até mesmo pirataria. No consumo tais desperdícios também ocorrem, mas numa escala muito mais micro e individual. É mais o menos o “não deixa comida no prato menino” que ouvimos de nossas mães multiplicado por 7 bilhões.

Mas o ponto que pode gerar mais impacto na equação é uma mudança na matriz de consumo de alimentos global.

HEIN?

Explico: se fizermos uma simplificação, que para a produção de 1kg de alimento, precisamos apenas de uma área de x metros quadrados, é bem evidente que cada alimento tenha um valor de X diferente. Produzir trigo é muito mais fácil que produzir 1 kg de filé mignon por exemplo. Racionalizando esses consumos, indo em direção dos alimentos mais básicos (em geral aqueles que não gostamos de comer: legumes, verduras e frutas) e que tem uma produção mais simples em detrimento de outros (como carnes por exemplo, e vocês não tem idéia de como me dói escrever isso), é possível alimentar um maior número de pessoas com a nossa capacidade atual.

Existem várias possibilidades para fazer isso, mas já seria assunto de um outro texto.

EMILIANO CARDOSO é formado em economia, gosta de comer churrasco e não gosta de multidões. Mas estava sem nada para fazer e escreveu essas palavras.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Méier... puta que pariu.

Aviso logo, quem mora no dito bairro, não leia, pois eu to revoltado.

Bem, como muitos sabem, eu resido no incrível bairro do Méier. Detalhe, eu ainda tenho o cuidado de botar com M maiúsculo, por mais que esse bairro filho da puta não mereça. Pois bem. Vou contar historinhas que mostram o que é residir "a cá".

Eu me mudei da Tijuca para morar aqui depois de casar, como meus amigos sabem. Depois alguns dizem que não sou bom marido. Logo percebi coisas interessantes:

Todo bairro do Rio, EU DIGO TODO, tem ônibus para o centro da cidade, por que? Bem, geralmente, em todo tipo de cidade, o centro é o "centro", ou seja, onde concentra-se a maior parte das firmas, logo, maior parte dos trabalhadores. Claro que o méier bobéier nessa parada. Creiam, caros amigos, aqui passa ônibus para São Vicente, ONDE FICA ESSA PORRA DESSE LUGAR? BELFORD ROXO. Eu sou obrigado a andar pelo menos 20 minutos, tooooooodo dia, a fim de pegar um ônibus para o centro, mas tem ônibus para Belford Roxo. Quem vai ver um parente nesse lugar, não vai dar um pulinho lá, vai ser campeão de salto a distância, que é longe pra caralho. Mas para o centro, nãããããão, São Vicente, Marechal, Pavuna, siiiiiim, Centro, nãããããão. Filha da Puta.

A porra da FETRANSPOR ainda me fez um favor: até mês passado, de 6 às 7 da matina, tinha um ônibus especial que passava na minha rua, e agora não tem mais. Ou seja, não contente com essa situação ridícula de ter ônibus especial para o CENTRO DA CIDADE, a porra do bairro agora não tem nem mais esse. OBRIGADO SENHOR.

Vocês podem dizer, aah, vai de trem, VAI DE TREM O CARALHO. Já pegaram essa porra? É o cu do judas. Eu vou parecendo uma sardinha, e volto sem as pregas de tanto que aqueles pedreiros de Bangu ficam me roçando. Ainda que eu fosse de trem, teria que andar pra caralho até a estação da mesma forma. Síntese. A PORRA DO MÉIER É O ÚNICO BAIRRO DO MUNDO QUE NÃO TEM CONDUÇÃO PARA O CENTRO DA CIDADE. É FODA.

Ainda não terminei. Para quem tem carro, isso aqui também não é muito bom, não. As ruas não são padronizadas, tuu vira um peru tonto de tanto que tu roda até se achar. Todos os ônibus fazem, praticamente, o mesmo trajeto, então, imagina o trânsito; sem falar em vans (LEGAIS E ILEGAIS), Kombis (é sério) etc.... mas nenhum para o centro. Não tem aquele padrão de rua de uma mão, outra de mão diferente e assim vai. É a porra toda na mesma mão, mão dupla, mão cega mão no meu saco, a porra toda, MAS NADA LEVA AO CENTRO.


Concluí uma parada, para terminar: bairro que passa ônibus com número acima de 500 não pode ser bom, muito menos bairro que passa trem. Já percebeu isso? Quando a gente estuda geografia, a gente aprende que cidades que o trem passa, tendem a evoluir. No rio a parada é diferente. Onde o trem passa, fudeu-se. Aaaaah, mas o metrô passa na Pavuna e a Pavuna não é boa. Metrô é o caralho. Aquilo é trem com nome bonitinho e com ar condicionado. Metrô é embaixo da terra, porra.

Tive que partilhar minha revolta com esse fim de mundo que vim parar. Quando morei em Vassouras, andar até o centro da cidade demorava 20 minutos. Detalhe: passava ônibus para o centro. Aqui, demora 20 pra pegar o ônibus e mais uns 80 minutos, em dia bom, pra chegar ao trabalho. Ai, ai...

É isso. Quem mora no Méier, Bobéier sim.

Falei, mané.

Fui.

sábado, 22 de outubro de 2011

Quem tem Orkut tem medo.

                Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher! Mete o twitter, mete o facebook, mete o youtube... Amigos, às vezes fico imaginando como seria viver numa geração em que sua mulher teria que fazer o esforço de se levantar e ir até o portão da vizinha para tagarelar da vida dos outros.
                Você não percebeu? A maioria de nós enxerga como essas ferramentas sociais facilitam a exposição da vida íntima¹ das pessoas. O que a maioria parece desconhecer, é que temos, digamos, níveis de privacidade diferentes. Um manda um coraçãozinho no fim de semana. O outro coloca a foto do casal no perfil, diz que ama, que tá com saudade, fuça a vida do outro, diz que saiu, diz que foi bom, que foi longe, diz como está sendo²...
                Até aí nada mudou. Sempre foi assim e sempre será. As pessoas demonstram afeição de formas diferentes. Legal. O problema é o seguinte. Enquanto você tá falando, tem gente ouvindo. E ouvido não é penico. E quem fala o que quer ouve o que não quer. E a palavra vale prata, e o silêncio vale ouro. E pegar mulher feia é que nem andar de triciclo, é legal até um amigo ver (hum... talvez esse último não seja o mais adequado).
                Mas voltando! Do modo que vejo, isso implica necessariamente em algumas coisas desagradáveis. Na primeira, começa como uma coisa boa. A outra pessoa demonstra publicamente que gosta de você³. Só que em determinado momento o negócio desanda: uma pessoa começa a demonstrar mais que a outra. Parece bobeira, mas isso desgasta relacionamentos mais sérios, acaba com os mais bobos e colocam uma verdadeira pá de cal naqueles que estão por um fio*.
                O outro problema é que se você tem uma vida pública, as outras pessoas se sentem no direito de opinar ué**. Se você quer falar abertamente o que ocorre em seu relacionamento, bem, você provavelmente vai ouvir o que os outros acham dele também.***
                “AHHHnnn...Mas eu gosto de colocar que eu amo, que eu adoro, que ele é meu chuchu, que ela é minha fofinha, que minha sogra é uma bruxa, que ele peida debaixo das cobertas, que ela deixa a calcinha pendurada no box, enfim, eu gosto de compartilhar com os meus amiguinhos e”... JÁ BASTA! SE VOCÊ FAZ ISSO VOCÊ É UM IMBECIL! NINGUÉM QUER SABER!
               Pessoas que parecem desconhecer que sua vida particular deve ser vivida particularmente, que esquecem ou nunca souberam que falando alto você expõe o seu par e a si mesmo, que teimam em incomodar e constranger os outros com suas carências idiotas,  obviamente  não percebendo que metade dos seus “amigos” da internet só querem ver o circo pegar fogo: vão à merda.


1-Intimidade no sentido amplo, por favor.
2-Isso eu acho particularmente bizarro. A situação é: você está numa festa foda. Você para o que está fazendo; bebendo, conversando, se divertindo... Pra postar que a festa está muito boa, ao invés de curtir. Mas esse sou eu. Tem gente que gosta, eu só não entendo.
3-Acho que não preciso explicar porque dizerem publicamente que gostam de você é legal. Na verdade, isso está mais para área do amigo Pereira, psicopadeiro distraído.
*"Num tô dizendo?"
**Parece sacanagem, mas ao exato momento em que eu escrevo este texto, uma conhecida posta um vídeo no facebook da “associação das mulheres evoluídas”, em que ela coloca a cara dela e do NOIVO em bonecos de animação de flash. Ela, de domadora, sentando o chicote no lombo do malandro enquanto ele faz as tarefas domésticas. Aposto que ele achou maneirão todo mundo rindo dele dando uma de capacho.
***Exemplo real: amiguinho tava de dor de corno no facebook :“ai, tô mal”, “ah ela me deixou”, postando música do Caetano Veloso... E o seu amigo mandou na lata dele: “Aí cara, tu tá melhor assim. Ela era mó filha da puta”. Quase pude ver o seu madruga falando: “tomou, papudo?”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ALIENAÇÃO FILHA DA PUTA

É coleguinhas, eis aqui mais uma demonstração da minha total perturbação mental. Enquanto vosmicês trabalham, estudam ou queimam a rosca, no melhor sentido, eu fico aqui postando e hablando mal da vida alheia.

Pois bem, se eu fizesse ao contrário aí sim seria estranho.

Essa semana que passou, uma coisa me chamou atenção, ALÉM DA EXPLOSÃO IMBECIL DO RESTAURANTE, a Passeata Gay e a Passeata Contra Corrupção.

Caros leitores doentes, já perceberam uma coisinha interessante, olha como o brasileiro é um bicho estúpido, babaca e alienado. Desde já, digo que não estou com preconceito contra a passeata biba, não é problema meu, só usei como parâmetro, não tenho problema nenhum com homossexual, tenho é ódio de viado espalefatoso que não sabe conviver em sociedade.

Pois bem, reparem que coisa imbecil. Semana passada conseguiram colocar na rua 3.000.000 de pessoas para passearem em defesa dos direitos gays - diga-se de passagem, parece que heterossexual tá virando coisa do passado - e quando eu digo rua, digo no singular mesmo, pois foi em um estado somente. Agora, em um dia inteiro, no feriado, em uma dezena de estados, apenas 30.000, 10% em comparação, foram capazes de sair e bradar hinos contra Sarneys, Lulas, Dirceus etc... muito interessante né???

Você repara na falta de ideologia, na falta de instrução. Não quero discutir se os gays têm ou não de correr atrás dos seus direitos, acho até que eles têm, mas a Passeata do Orgulho Gay já deixou de ser o que era faz tempo, e virou carnaval fora de época, com um monte de gente bebendo e dançando ao som de trio elétrico.... bem que eles podiam dar uma forcinha contra a corrupção, por exemplo.

Tenho certeza que meus coleguinhas já devem pensar isso, mas valeu meu desabafo, afinal, é conversa de boteco, caralho.

Fui, mané.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CANHÃO, BUM...

A notícia da semana, possivelmente do mês: um restaurante vai para os ares. Bem, preciso comentar sobre isso, utilizando, sempre, as minhas nuances.

Mas antes, só para não esquecer. Pereira, faz favor, para de postar essas merdas psicológicas, freudianas e o caralho, seu gay.

Agora, voltando ao principal. Meados de outubro, ano de 2011, 0700 am... eu vou, eu vou, trabalhar agora eu vou, eu vou, eu vou... chegando ao trabalho, sinto um cheiro forte de gás... ual, um dia após um feriado... gás fedendo, bem, deve tá concentrado, nééééééé? Perguntinha pra vocês, querido imbecis leitores, porra, o que que você faz se sente cheiro forte de gás??????? Fácil. Acende algo.

Ééééé. Tá todo mundo chorando. Oh tragédia, oh factóide, quem é o responsável, quem vai preso. É o caralho. Quem tinha que ser preso é a anta que acendeu uma lâmpada INCANDESCENTE.... CARALHO, LÂMPADA INCANDESCENTE, o cara não sabe o que isso significa.

Ainda há dúvidas, na verdade, se foi lâmpada que o zé bunda acendeu, ou um cigarro, UM CIGARRO COM CHEIRO DE GÁS? Agora pensa, o cara não sabe o que fazer com cheiro de gás, imagina o que ele preparava de comida lá, né? Maravilha.

Meus sinceros pêsames a todos os familiares das vítimas, mas porra... mereceu, Carvalho, mereceu.

Os caras nunca brincaram de carniça né???

"Canhão bum", explodiu, perdeu. Mané!!!!

É isso aí, falei.

Fui.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eu incômodo

Me interesso particularmente por algumas ideias expressas nos textos da bichona do Caio... Neste último, em particular, algo sobre "vontade pura", ou "animus", ou whatever...

Vou tentar ser o mais breve possível, prometo!

Quando se fala em uma vontade pura, intrínseca, isenta de interesses externos ao indivíduo, alguma coisa me incomoda. Não sei ao certo se é a vontade de acreditar, ou a incapacidade de contemplar isso. E o incômodo não se contenta em incomodar: ele argumenta também.

Ora, primeiramente, o que é um indivíduo? Certo que o Luft tem algo a dizer sobre isso de maneira bem simples... agora, o que é um indivíduo humano? Botou o humano no meio, fudeu! O indivíduo humano é que nem um átomo: é indivisível, mas tem n partes constituintes...
E se é assim, como dizer que há uma vontade pura, imaculada, que só diz respeito ao indivíduo, quando o próprio indivíduo não é uma coisa só?
Caramba, quer dizer que eu não sou eu? É mais ou menos isso, mas não exatamente. Você é você, só que você não é só você. Tá complicando? Este é o ponto!

Vamos deixar o indivíduo de lado, e chamá-lo sujeito. Pois bem - continua argumentando o incômodo -, o sujeito humano só se torna um sujeito humano depois que aprende a falar, andar, raciocinar, e por aí vai. Resumindo, depois de se inserir num contexto social, interagir, internalizar símbolos, conceitos, enfim, se inserir numa cultura.
Desse modo, as únicas manifestações mais próximas de uma vontade pura (o que alguns chamam de desejo), devem ser aquelas que não passam nem perto de se ter consciência, pois esta já foi há muito maculada por essa cultura externa (quiçá criada por ela), e jamais será pura de novo.

Opa, peraí, caceta! Então, de algum modo, eu posso manifestar esta vontade pura, se não for algo consciente?! - Aqui o incômodo alfineta: o problema é o "eu". Esse eu não é só isso ou aquilo, é isso e aquilo. E aquilo outro também.

E assim, quando me canso de discutir com o incômodo, ele me dá o golpe fatal, revelando Eu sou você, cara... Reconheça-se!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ESSA PARADA, PORRA

Concordando, sabe-se lá por que, com meu caríssimo amigo e futuro compadre VIVI (esse é o nome dele, não mais o apelido), foi dada a largada para a falta do que fazer. Chegamos ao fundo do poço. Pior é que o nosso mentor, líder, cabeça, gay, Caio, escreve um maldito post com 1.524.148.214.000.000.000 palavras. Só para não perder o hábito, lembrando sempre do eterno Barbarians Village, caro Vivi, haja visto tá errado, sua anta, é haja vista.
Agora, insight, não comentei o post do Caio, falo aqui. Acho real e valiosa a ideia. Usar isso aqui como terapia não é a real intenção e é realmente uma falta do que fazer, e por acaso é o que mais vemos em blogs por aí. Tenho uma ideia para todos: VÃO BATER PUNHETA. Claro, para as mulheres eu não aconselharia isso, mas agarantio, é libertador.
TAMO JUNTO. VAMO RIR, ZUAR E FALAR MAL DE TUDO. MAS SEM PALAVREADO FEIO, CARALHO

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Foi dada a largada!!! Eu disse A LARGADA.

E não foi uma largada de barro numa cerâmica qualquer pela cidade, como meu querido amigo Lucas costuma fazer, em busca dos 100 banheiros (e eu, humildemente, sabendo que jamais o ultrapassarei, também ando fazendo "arte" por ai sempre que posso, ou que dá vontade. Literalmente). Foi dada a largada para eu ajudar o Caio aqui. Mais um lugar para defecar pela boca (ou não... Pelos dedos). Tentarei ajustar o tom de meu palavreado (ou seja, o mais chulo, grosseirão e Conan possível, travestido de uma boa dose de sarcasmo e machismo velado) a esse templo do saber (saber fuder, saber jogar sinuca, saber beber cerveja e saber fazer churrasco). Prometo usar e abusar do parênteses (haja visto) e maneirar no bom senso (sempre que necessário!). Acima de tudo, prometo não ExcRevEr AxiM.

Fim de papo, away.

VAMBORA, PUTADA!

VOU FAZER E FODA-SE!

Sinto pena de quem vive sempre com prazo para criar. Não quem tem que apresentar relatórios, prestar contas, essas coisas. Isso todo mundo faz! Estou falando de quem tem que de fato CRIAR algo inteiramente novo, do zero. Você, caro leitor, que dispensa minutos preciosos do que deveria ser um dia altamente produtivo para ler minha percepção esdrúxula do mundo, não sabe que escrever estas bem traçadas linhas¹ exige cada fibra do meu ser. Não é porque seja realmente difícil ou desgastante, mas sim porque às vezes não se tem nada de útil para compartilhar. Ou porque não é o momento de compartilhar. Ou porque não se está com vontade de compartilhar (não se sintam assim, eu também amo vocês).
Passei algum tempo com a cara enfiada no papel tentando escrever algo que vinha me incomodando de um tempo pra cá, quando percebi que tinha escrito uma lamúria digna das novelas do SBT, tipo Maria do Bairro, Maria Mercedes, Marimar, essas coisas bisonhas. E vi também, que não estava realmente acrescentando em nada aos amigos, que vem aqui sempre na esperança de ler algo com o mínimo de objetividade.
Eu sei que já está parecendo um melodrama, mas deixa eu molhar o bico. Embora este seja um blog pessoal, e que por várias vezes eu vá colocar minha cara a tapa, não se trata de forma nenhuma de uma sessão de terapia em que eu vá ficar derramando problemas em vocês, porque este é um espaço comum, e o legal é o compartilhamento de experiências e percepções. A idéia é criar soluções ou, pelo menos, incitar o questionamento.
Tá. E daí? Daí, criatura das trevas, que embora esse não seja o lugar pra isso, acredito mais e mais que esse egoísmo é essencial para o nosso funcionamento saudável. Não de ficar alugando os outros com sua respectiva novela mexicana, mas de ter um tempo para si, só para si. Não é pra você e esposas, maridos, filhos, amigos, empresa, instituição de caridade, qualquer coisa. Pra VOCÊ, egoisticamente para VOCÊ e SÓ PARA VOCÊ.
“Que pensamento egocêntrico!”. Sim, mas não de uma forma pejorativa. É questão de se valorizar, se respeitar, de se sentir merecedor de coisas boas. É um procedimento complexo de amar a si próprio, sem culpa. (tire a mão de dentro das calças, não é desse tipo de autoamor que eu estou falando!).²
Viver, todo dia, um pouco para você, e não para os outros. E isso é um ponto crucial e tem que ficar bem claro aqui: observando como outros levam a vida, tem-se a impressão de que a maioria do que se faz é em função própria, estudar, trabalhar, malhar, enfim, coisas individuais em que o único beneficiado é o próprio. Mas existe um elemento subjetivo que é fundamental para se alcançar o tal “fazer para si mesmo” que proponho.
Esse elemento subjetivo é o Animus. É a vontade legítima e pura de querer fazer aquilo porque lhe dá prazer, e isso é extremamente difícil de obter. Por quê? Bem, porque nós já estabelecemos padrões que nos fazem acreditar que algo é certo ou errado, que temos que fazer algumas coisas e nos abster de outras, sentimos necessidade da aprovação de uns ou queremos negar o posicionamento de outros, enfim, existe o IN, e existe o OUT.
O IN seria tudo aquilo que se faz para si, mas que se espera uma resposta positiva de um determinado segmento alvo. Passou no vestibular e orgulhou seus pais, ficou fortinho e agradou sua namorada, fez um doutorado e convenceu a si mesmo que é fodão... O OUT, também é feito em seu prol, mas a idéia é criar uma reação negativa. Encheu a cara e entrou na porrada, usou drogas e esqueceu problemas, pegou alguémpra incomodar outro alguém...
O fazer para si mesmo PURO tem um tom de foda-se. Ele pode ser IN ou OUT, mas o agente não está se preocupando com qual reação aquilo vai causar em outros, ele está fazendo porque quer de verdade.
Mas também não adianta dizer “eu vou fazer e foda-se”, que também não é por aí. Nessa caso você está meramente assumindo os riscos daquela ação.
TÁ BOM. ENTÃO COMO É QUE É?! É o seguinte: feche os olhos... NOT! Peraí, você tem que ler o texto. Faça o seguinte: pergunte a si mesmo e responda rapidamente. O que eu quero agora? Pronto. Você fez. Só que em ato contínuo você começou a pensar nas conseqüências. Aqueles poucos segundos, em que você disse o que queria fazer sem ter pensado no que ocorreria se você de fato fizesse, foi o momento em que você agiu com maior honestidade em sua vida. Você na verdade nem pensou nas consequências, o que é libertador, mas impossível de levar a cabo. A não ser que você seja muito tapado pra não enxergar o que seus atos desmedidos podem acarretar: passar a mão na bunda de mulher acompanhada, dar um soco no seu chefe, dizer o que você acha que a mãe do seu professor faz pra viver e por aí vai³.
PORRA! Quer dizer que você ficou me alugando com uma coisa que não é pra fazer? Ahn...Bem...Como dizer...SIM. Pegadinha do malandro, ié-ié!
Calma. Só queria dizer que há um ideal de vontade pura. O que eu quero que vocês façam de verdade é o “vou fazer e foda-se”. Nesse, meus caros, você assume os riscos do empreendimento, mas faz assim mesmo porque é importante para VOCÊ, SÓ PRA VOCÊ. Esse é o ponto. Embora nós cobremos e sejamos cobrados determinado comportamento todo dia, ainda somos indivíduos com afinidades únicas.
É isso. Se você quer de verdade fazer algo, faça. Só tente se certificar de que não é um crime antes. Boa sorte!

1-Claro que são bem traçadas. Formatação de Word!
2-Sério. Tire as mãos de dentro das calças.
3-Não. Não importa se ela realmente presta tais serviços. Aqui não cabe a exceção da verdade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Carro, o facilitador.

                               NOT! Homem que tem a ilusão de que ter um carro definitivamente mudará sua vida para melhor, pense de novo! Geralmente estamos enganados quanto às pretensões que temos de nossos veículos, e terminamos por enfiar os pés pelas mãos.
                               Se você acha que vai se dar bem indo trabalhar com seu carro, outros cinquenta *mil também tiveram essa ideia *, e o trânsito vai estar uma merda por sua causa. É sim... Não adianta resmungar. Daqui você tem duas opções: ou liga o foda-se e dirige seu carro sem culpa, ou pega um “””””confortabilíssimo”””””** transporte público e vomita para alguém como você tem consciência social e ecológica. Coisa fina.
                               Se você acha que ter um carro vai lhe ajudar¹ a arranjar uma mulher... Tá bom. Mas lembre-se de fazer algumas perguntas importantes antes de comprar o automóvel: que tipo de mulher você quer? Não adianta comprar um chevetão rebaixado e pensar que vai zoar no Leblon, ou achar que é malandrex e estacionar o seu Audi TT no viaduto da Mangueira. Carro certo pra mulher certa!². Quanto dinheiro se tem que gastar para manter o possante? Você pode encontrar várias mulheres que não se incomodam de ir a lugares baratos, que prefiram ir à lapa que à hideaway, que prefiram ir ao rodízio da parmê a jantar na Trattoria, que prefiram beber uma cerveja a verter um drink de 25 reais... MAS! Não pense por um segundo que ela vai levar na boa você dizer que o balé no Municipal é muito caro quando você acabou de completar o seu tanque com gasolina aditivada, e melhor seria ir pro Paretão³... Porque mulher se compara com tudo o que você dispensa atenção e dinheiro, e seu carro não é exceção(e nessa hipótese ela teria até razão...). CUIDADO.
                               Mas existe um motivo pelo qual a disponibilidade de um carro se faz material, e todos vocês leitores, sejam homens ou mulheres, sabem qual é e estavam esperando que eu falasse. O motel. Sim, o motel. Se você é homem tenho certeza que assentiu com a cabeça e falou algo do tipo “fato!”. Mas se você é mulher, existe a possibilidade de você ter feito um “nada a ver!”, e isso não se pode admitir. Pode ser que você seja uma mulher muito segura da sua sexualidade e não ligue pra essas coisas, mas você tem que entender que comer vocês depende de muitas variáveis, e depois de um encontro perfeito a gente não vai dar o mole de perguntar se você quer pegar o 422 pra ir pro Corinto.
                               Fora isso, ter um carro é ter que lidar (e pagar) um ramo odioso da sociedade que os pedestres não tem* que aturar normalmente: O DETRAN, as empresas de seguro, os estacionamentos, os flanelinhas***, os mecânicos e autorizadas que condenam metade do seu carro, pedágios, blitz, lei seca, vistoria( particularmente chata no Rio de Janeiro). Além da preocupação eterna de que vão arranhar ou bater no seu carro.
                               A meu ver, é tudo uma questão de pesagem entre os reais benefícios e malefícios, e se você está ciente de todas as responsabilidades, financeiras principalmente, que a aquisição de um veículo automotor proporciona.
                               “Na minha modesta opinião, ajudaria muito se o facebook colocasse uma opção no perfil feminino : ”entra no motel: não entra/ só de carro/ aceita ir de táxi/ a pé/ até no colo”.


*Nova Ortografia. Na boa, quem quer escrever igual a Cabo Verde?
**E bota aspas nisso aí!
***Esses tem um lugar especial no inferno.
¹ ATENÇÃO! Eu disse que o carro ajuda... Não que faz milagre!
² A não ser que você seja o feliz proprietário de um Escort Wagon 98...Que aí o cerol é fininho. = )
³Motel baixíssimo custo na Rua Pareto. #nãoficaadica!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

FAR FAR AWAY NÃO ESTÁ TÃO LONGE!

                               Quando Shrek foi expulso de seu pântano por um decreto do Lord Farquaad, ninguém acreditou que ele e seus amigos ogros iriam procurar nova moradia em um lugar tão hostil quanto o Rio de Janeiro. Ledo engano. Eles transmitiram seus genes à frente e concederam um potencial “ogrístico” a seus descendentes, que são muitos! É isso aí... Vai lembrando... Aquela vez em que você comeu 200 pedaços de pizza no rodízio... Ou quando você destruiu algo que parecia impossível de quebrar...Lembra aquela oportunidade em que você mandou o amiguinho tomar no fim do aparelho digestório sem motivo aparente? Sim. VOCÊ provavelmente tem esse potencial.
                               E se você faz parte desse grupo, una-se a mim e meus irmãos ogros! Ventos suaves e delicados ameaçam destruir tudo o que consideramos como certo e justo! Esvazie sua cerveja numa golada, não faça sua barba, xingue alguém no trânsito! Meninas, o potencial também está em vocês. Pro inferno com aquilo que vocês fazem habitualmente sem gostar, mande sua amiga invejosa ir procurar um maridex¹, comam uma barra inteira de chocolate sem remorso.
                               Essa é a hora! São tempos escuros para nós! A frescura nos rodeia como um espectro maligno e julgador... Mulheres mentem descaradamente quanto à sua virgindade quando já levaram rola até no ouvido, homens fazem depilação e usam maquiagem, crianças ouvem Justin Bieber, pessoas comem hambúrgueres de garfo e faca, não querem andar de ônibus, não querem frequentar bares, fazem questão de usar roupas de marca, fazem o que não querem por dinheiro ou status, deixam de ir a lugares que gostariam de ir porque tem vergonha ou preconceito...
                               Seus ancestrais devem estar se revirando de desgosto em seus túmulos neste exato momento! Onde estão as suas bolas de dizer: “QUEM SABE SOU EU!”? Hein? Vai ouvir o que você quer ou vai ficar ouvindo o que toca na rádio MIX pra saber o que vai tocar na night? Vai ficar tomando essa Kronenbier ou posso trazer uma Heineken? Vamos ficar nesse rósqui-rósqui ou vamos abrir um kama sutra aleatoriamente e ver no que dá!?
                               Um viva aos ogros! Porque são pessoas que usam seu próprio julgamento, que tem caráter, opinião, e não ficam reduzidas a um comportamento de grupo.
                               Ser Ogro é ser honesto consigo. É não se dobrar ao que os outros querem e deixar que eles saibam que a porrada vai comer se forçados. É ter coragem de fazer o que quiser fazer mesmo que seja politicamente incorreto. Por fim, cabe dizer que eu espero que o texto agrade, mas se não agradar também, FODA-SE. Porque eu sou ogro.

It´s not easy being green! -Grunt

p.s. Sim, peidar alto e arrotar o seu almoço é coisa de ogro... Mas também é porcaria. Use discernimento.

1-Uma homenagem ao Ogro Eunide, que foi meu chefe, e utilizava sufixo “ex” para criar substantivos como "maridex"," pirulitex" e "pirusex",geralmente para dizer o que uma determinada juíza do trabalho estava precisando.

sábado, 6 de agosto de 2011

APERTAR OU NÃO O BOTÃO VERMELHO?


                Após minha nota introdutória, é tempo de alçar novos vôos em busca do que eu imagino ser o objetivo desta coluna. A primeira coisa que vocês devem saber é que elas se pautarão sobre tudo aquilo que eu acreditar digno de comento, desde fatos públicos e notórios até experiências pessoais recheadas de preconceitos e totalmente malháveis.
                Menos ladainha, mais ação! Saibam meus caros, que minha banda favorita é o RUSH, e só de escutá-la já se ativam questionamentos ferozes em minha cabeça. Dessa vez eu estava ouvindo a música “The Manhatan Project”(aliás, a estou ouvindo repetidamente no momento em que escrevo). A dita música fala do desenvolvimento, construção e utilização da bomba atômica ao fim da segunda grande guerra. Ou pelo menos parece.
                Em três versos da música ele, Geddy Lee, canta( porra, até me emociono): “imagine a man, when it all began...”¹. -No primeiro verso-a scientist pacing the floor, in each nation eager to explore to build the best big stick – No segundo –All of the brightest boys, to plays with the biggest toys – No terceiro – The pilot of Enola Gay, flying out of the shockwave!Essa parte do “flying out of the shockwave” era desnecessária para o argumento, mas é tão foda que não tem como tirar.
                Tá, a música é maneira. E daí? E daí, meu caro fécula, que como bem apontado pela banda, toda e qualquer ação, desde pegar um simples copo d´água até a obliteração de algumas cidades japonesas, em algum momento, é totalmente controlada por um único homem. SE o cientista não estivesse inclinado a utilizar um meio de impor suas vontades através da força, SE os gênios tivessem se recusado a usar seus conhecimentos para a construção do artefato, SE o piloto não tivesse pressionado o botão vermelho...
                Um minuto para o ceticismo: outro teria feito e o resultado seria o mesmo.
Não vou entrar na discussão porque no fim ela terminaria com dois lados inconciliáveis: um pregando que a abstenção de todos modificaria o resultado; e outro, que considera impossível a recusa de todos, sendo o resultado final inevitável. No fim do dia, cada um iria para sua casa, deitaria sua cabeça no travesseiro, acreditaria no que quisesse e pronto.
                Então para que se incomodar? Simples, gafanhoto. Porque na verdade essa discussão é superficial e mascara o que é realmente importante, de nível pessoal, que pode ser trabalhado por qualquer um dos dois lados conflitantes. O verdadeiro questionamento é feito a si mesmo, deitado em sua cama com suas convicções intransigentes. Que tipo de homem eu quero ser? Que tipo de homem eu sou? Eu tenho a coragem e o discernimento para fazer o que julgo certo em detrimento da opinião dos outros quando a oportunidade se mostrar?
                Sei que vou perder um tempo de sono com essa. Mas uma coisa é certa: eu não queria viver com o fardo de ter desenvolvido, construído, ou jogado aquela bomba.
                p.s. A música é MUITO melhor que este texto!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pegue um copo, puxe uma cadeira...

                Caros amigos(as),

                Gostaria, logo de início, agradecer ao leitor pelo tempo dispensado em ler estas linhas e dizer que é com orgulho que os convido para este blog ,conversa de boteco, onde eu e meus amigos escreveremos sobre tudo o que merecer nossas canetas: temas caóticos, esdrúxulos, comuns, pessoais, técnicos, não técnicos, politicamente incorretos e corretos, temas hostis e outros quaisquer que se possam fazer observações além do senso comum.
                Além do senso comum? Estás a ficar arrogante hein filho da puta!(sim, terão palavrões neste blog) A resposta é não. Sem arrogância. Mesmo porque sair do senso comum implica necessariamente em se incluir em um de dois grupos: o dos gênios, que está fora da minha capacidade ou ambição; e o dos malucos, que por vezes são confundidos com gênios e vice-versa (Deixando claro que se em algum momento você me achar genial, recomendo que tenha uma boa noite de sono e volte a ler quando estiver sóbrio). Necessariamente enquadrado no grupo dos loucos, prossigo.
                Que senso comum é esse que estão tentando evitar? Na verdade, parece uma missão mais nobre do que realmente é. Sair do senso comum, e o que queremos sustentar de verdade, é um espaço aberto pra se falar coisas descompromissadas, para discutir primeiras impressões, para romper conceitos e discordar do que é tido como certo, ou não! Enfim, um espaço em que não se tenha medo de falar merda, assim como uma mesa de bar. É um lugar para a atecnia e para quem tem estômago forte. Um lugar mítico, onde o foda-se é a lei.
                É difícil explicar como funciona, por isso vamos aos exemplos: em um determinado momento escreverei sobre sexo. Falarei que além do mundo do papai e mamãe, existe um mundo não tão florido com tacos de beisebol e mijadas. Quando eu falar sobre carros particulares, direi que os usuários são os grandes culpados pelo trânsito nas grandes cidades, mas que ao mesmo tempo, não tê-los não é uma opção. Quando falar sobre política, tal qual um velho rabugento, chamarei o Fernando Henrique E o Lula de safados e por aí vai.
                Enfim, esse texto inicial não ajuda em nada. Mas vocês não perdem por esperar. Esse blog e as idéias nele contidas revolucionarão...algo! Hoje, um mero arquivo de HTML, amanhã,o mundo!