sexta-feira, 19 de agosto de 2011

FAR FAR AWAY NÃO ESTÁ TÃO LONGE!

                               Quando Shrek foi expulso de seu pântano por um decreto do Lord Farquaad, ninguém acreditou que ele e seus amigos ogros iriam procurar nova moradia em um lugar tão hostil quanto o Rio de Janeiro. Ledo engano. Eles transmitiram seus genes à frente e concederam um potencial “ogrístico” a seus descendentes, que são muitos! É isso aí... Vai lembrando... Aquela vez em que você comeu 200 pedaços de pizza no rodízio... Ou quando você destruiu algo que parecia impossível de quebrar...Lembra aquela oportunidade em que você mandou o amiguinho tomar no fim do aparelho digestório sem motivo aparente? Sim. VOCÊ provavelmente tem esse potencial.
                               E se você faz parte desse grupo, una-se a mim e meus irmãos ogros! Ventos suaves e delicados ameaçam destruir tudo o que consideramos como certo e justo! Esvazie sua cerveja numa golada, não faça sua barba, xingue alguém no trânsito! Meninas, o potencial também está em vocês. Pro inferno com aquilo que vocês fazem habitualmente sem gostar, mande sua amiga invejosa ir procurar um maridex¹, comam uma barra inteira de chocolate sem remorso.
                               Essa é a hora! São tempos escuros para nós! A frescura nos rodeia como um espectro maligno e julgador... Mulheres mentem descaradamente quanto à sua virgindade quando já levaram rola até no ouvido, homens fazem depilação e usam maquiagem, crianças ouvem Justin Bieber, pessoas comem hambúrgueres de garfo e faca, não querem andar de ônibus, não querem frequentar bares, fazem questão de usar roupas de marca, fazem o que não querem por dinheiro ou status, deixam de ir a lugares que gostariam de ir porque tem vergonha ou preconceito...
                               Seus ancestrais devem estar se revirando de desgosto em seus túmulos neste exato momento! Onde estão as suas bolas de dizer: “QUEM SABE SOU EU!”? Hein? Vai ouvir o que você quer ou vai ficar ouvindo o que toca na rádio MIX pra saber o que vai tocar na night? Vai ficar tomando essa Kronenbier ou posso trazer uma Heineken? Vamos ficar nesse rósqui-rósqui ou vamos abrir um kama sutra aleatoriamente e ver no que dá!?
                               Um viva aos ogros! Porque são pessoas que usam seu próprio julgamento, que tem caráter, opinião, e não ficam reduzidas a um comportamento de grupo.
                               Ser Ogro é ser honesto consigo. É não se dobrar ao que os outros querem e deixar que eles saibam que a porrada vai comer se forçados. É ter coragem de fazer o que quiser fazer mesmo que seja politicamente incorreto. Por fim, cabe dizer que eu espero que o texto agrade, mas se não agradar também, FODA-SE. Porque eu sou ogro.

It´s not easy being green! -Grunt

p.s. Sim, peidar alto e arrotar o seu almoço é coisa de ogro... Mas também é porcaria. Use discernimento.

1-Uma homenagem ao Ogro Eunide, que foi meu chefe, e utilizava sufixo “ex” para criar substantivos como "maridex"," pirulitex" e "pirusex",geralmente para dizer o que uma determinada juíza do trabalho estava precisando.

sábado, 6 de agosto de 2011

APERTAR OU NÃO O BOTÃO VERMELHO?


                Após minha nota introdutória, é tempo de alçar novos vôos em busca do que eu imagino ser o objetivo desta coluna. A primeira coisa que vocês devem saber é que elas se pautarão sobre tudo aquilo que eu acreditar digno de comento, desde fatos públicos e notórios até experiências pessoais recheadas de preconceitos e totalmente malháveis.
                Menos ladainha, mais ação! Saibam meus caros, que minha banda favorita é o RUSH, e só de escutá-la já se ativam questionamentos ferozes em minha cabeça. Dessa vez eu estava ouvindo a música “The Manhatan Project”(aliás, a estou ouvindo repetidamente no momento em que escrevo). A dita música fala do desenvolvimento, construção e utilização da bomba atômica ao fim da segunda grande guerra. Ou pelo menos parece.
                Em três versos da música ele, Geddy Lee, canta( porra, até me emociono): “imagine a man, when it all began...”¹. -No primeiro verso-a scientist pacing the floor, in each nation eager to explore to build the best big stick – No segundo –All of the brightest boys, to plays with the biggest toys – No terceiro – The pilot of Enola Gay, flying out of the shockwave!Essa parte do “flying out of the shockwave” era desnecessária para o argumento, mas é tão foda que não tem como tirar.
                Tá, a música é maneira. E daí? E daí, meu caro fécula, que como bem apontado pela banda, toda e qualquer ação, desde pegar um simples copo d´água até a obliteração de algumas cidades japonesas, em algum momento, é totalmente controlada por um único homem. SE o cientista não estivesse inclinado a utilizar um meio de impor suas vontades através da força, SE os gênios tivessem se recusado a usar seus conhecimentos para a construção do artefato, SE o piloto não tivesse pressionado o botão vermelho...
                Um minuto para o ceticismo: outro teria feito e o resultado seria o mesmo.
Não vou entrar na discussão porque no fim ela terminaria com dois lados inconciliáveis: um pregando que a abstenção de todos modificaria o resultado; e outro, que considera impossível a recusa de todos, sendo o resultado final inevitável. No fim do dia, cada um iria para sua casa, deitaria sua cabeça no travesseiro, acreditaria no que quisesse e pronto.
                Então para que se incomodar? Simples, gafanhoto. Porque na verdade essa discussão é superficial e mascara o que é realmente importante, de nível pessoal, que pode ser trabalhado por qualquer um dos dois lados conflitantes. O verdadeiro questionamento é feito a si mesmo, deitado em sua cama com suas convicções intransigentes. Que tipo de homem eu quero ser? Que tipo de homem eu sou? Eu tenho a coragem e o discernimento para fazer o que julgo certo em detrimento da opinião dos outros quando a oportunidade se mostrar?
                Sei que vou perder um tempo de sono com essa. Mas uma coisa é certa: eu não queria viver com o fardo de ter desenvolvido, construído, ou jogado aquela bomba.
                p.s. A música é MUITO melhor que este texto!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pegue um copo, puxe uma cadeira...

                Caros amigos(as),

                Gostaria, logo de início, agradecer ao leitor pelo tempo dispensado em ler estas linhas e dizer que é com orgulho que os convido para este blog ,conversa de boteco, onde eu e meus amigos escreveremos sobre tudo o que merecer nossas canetas: temas caóticos, esdrúxulos, comuns, pessoais, técnicos, não técnicos, politicamente incorretos e corretos, temas hostis e outros quaisquer que se possam fazer observações além do senso comum.
                Além do senso comum? Estás a ficar arrogante hein filho da puta!(sim, terão palavrões neste blog) A resposta é não. Sem arrogância. Mesmo porque sair do senso comum implica necessariamente em se incluir em um de dois grupos: o dos gênios, que está fora da minha capacidade ou ambição; e o dos malucos, que por vezes são confundidos com gênios e vice-versa (Deixando claro que se em algum momento você me achar genial, recomendo que tenha uma boa noite de sono e volte a ler quando estiver sóbrio). Necessariamente enquadrado no grupo dos loucos, prossigo.
                Que senso comum é esse que estão tentando evitar? Na verdade, parece uma missão mais nobre do que realmente é. Sair do senso comum, e o que queremos sustentar de verdade, é um espaço aberto pra se falar coisas descompromissadas, para discutir primeiras impressões, para romper conceitos e discordar do que é tido como certo, ou não! Enfim, um espaço em que não se tenha medo de falar merda, assim como uma mesa de bar. É um lugar para a atecnia e para quem tem estômago forte. Um lugar mítico, onde o foda-se é a lei.
                É difícil explicar como funciona, por isso vamos aos exemplos: em um determinado momento escreverei sobre sexo. Falarei que além do mundo do papai e mamãe, existe um mundo não tão florido com tacos de beisebol e mijadas. Quando eu falar sobre carros particulares, direi que os usuários são os grandes culpados pelo trânsito nas grandes cidades, mas que ao mesmo tempo, não tê-los não é uma opção. Quando falar sobre política, tal qual um velho rabugento, chamarei o Fernando Henrique E o Lula de safados e por aí vai.
                Enfim, esse texto inicial não ajuda em nada. Mas vocês não perdem por esperar. Esse blog e as idéias nele contidas revolucionarão...algo! Hoje, um mero arquivo de HTML, amanhã,o mundo!