terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ACABOU, ACABOU, ACABOU! Como assim acabou?

                Amigos,

                É das trevas que retorno a esta mesa de bar (de onde nunca deveria ter saído) para anunciar minha graduação pela Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (AÊÊ, já não era sem tempo!)
                Embora orgulhoso de mim mesmo, é algo bem menor que a sensação de alívio que ora me ocupa. Neste momento, eu só consigo pensar que estou abandonando grande peso, que já não tinha mais o menor saco de carregar.
                Talvez você esteja pensando:
                - Então por que você não abandonou o curso, se era assim tão chato?
                Isso tem que ficar claro. Não foi ruim, pelo contrário, foi muito bom. Só que, meu amigo, cinco anos é tempo pra cacete! Quando você começa a ser sacaneado por professor vagabundo, servidores de má vontade e burocracias infinitas desde o primeiro período, quando se termina o décimo, tudo o que se pode fazer é respirar aliviado por não fazer mais parte daquela bagunça.
                É claro, cada um tem uma experiência diferente e bla bla bla whiskas sachê. Eu particularmente não sou nada fã do meio acadêmico. Embora reconheça sua importância na produção de pesquisa científica, considero um meio sujo, político, de panelinhas e vaidades... Mas não é esse o assunto! Deixemos isso de lado por ora, pois será abordado melhor em outro dia, quando malharei a dita comunidade científica fodona.
                Voltando à vaca fria. Não digo que é à toa ou injustificada a estrutura da administração, mas com certeza eu e meus colegas teríamos tido uma vida acadêmica melhor se alguns detalhes fossem observados. Exemplo: certos professores comparecessem e dessem a bendita matéria (e sofressem alguma sanção por não fazê-lo); tivéssemos que nos preocupar menos com a inscrição de disciplinas porque o sistema não funciona; desnecessidade de cumprir requisitos infinitos durante todo o curso...¹
                Enfim. Um monte de merda pra se preocupar ao invés de estar de fato estudando.
                Resta dizer que afora todos os caralhinhos voadores da universidade, é uma experiência única. Criam-se amigos pra vida, vivem-se coisas novas e aprende-se muito, apesar de todas as aporrinhações. E por tudo isso, não me arrependo de um segundo passado naquele lugar².
                Fica então o agradecimento aos amigos que seguraram na alça do caixão e transformaram a faculdade numa parada mais fácil de encarar.
                E agora com licença que eu vou carregar um fardo de verdade, chamado desemprego.

“Do bar não saio nunca mais”
                Jimmy, do Matanza.

1-Mais verdade ainda na Faculdade Nacional de Direito... 9 eletivas (as que valem a pena sempre em horários esdrúxulos), 200 horas de estágio, 180 de horas complementares (que ninguém sabe diferenciar das de estágio e vice versa), horas de audiência, relatórios mensais de atividades...
2-Tá, talvez as duas aulas do Atílio que eu assisti... Tempo perdido Strictu Sensu³.
3-Basicamente quer dizer: Aula do Atílio = Perda de tempo.