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| Caixinha de Natal no século XVIII |
domingo, 23 de dezembro de 2012
Caixinha do Acharque
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
É por isso que o brazuca é bom de bola.
Venho aqui no blog perturbá-los mais uma vez. O motivo seria outro, pois já tinha um texto engatilhado sobre gente sem noção. Porém, como gente sem noção irrita a gente todos os dias, qualquer dia esse texto sai. Em virtude de algumas coisas que ouvi nos últimos dois ou três dias, decidi trocar o tema.
Como alguns de vocês sabem (ou não), eu tenho o hábito (que não é bem um hábito...) de ouvir rádio. Gosto de ouvir as notícias pela manhã, e gosto de ouvir o programa do Antônio Carlos pela manhã, assim como o "Debates Populares" com o Roberto Canazio.
Como já disse, não é bem um hábito, mas eu gosto de ouvir sempre que posso. Gosto de ouvir as notícias por um viés mais popular. Mais confesso que tem ai uma tara de historiadorzinho: Gosto de ouvir e pensar em como as notícias são pensadas para manipular o povo e criar "opiniões" que se adaptem aos interesses dos cabeças da emissora de rádio (Rádio Bobo, desinformando!).
Não preciso nem dizer aqui que os programas passam valores esdrúxulos, distraem o povão com temas idiotas, e tiram o foco da real discussão com problemas irrelevantes. É só ouvir 5 minutos que vocês vão perceber isso. Porém, estes dias ouvi duas notícias que me chamaram a atenção, e que, nas voz dos "comunicadores" desta emissora, sem dúvida, formadora de opiniões, me assustaram um pouco e aguçaram minha vontade de escrever. E gostaria de compartilhar isso com vocês.
A primeira foi a discussão sobre o julgamento do mensalão, especialmente sobre se seria foro (eu querendo dar uma de juristinha que nem Caio, Drope e Bolets. Me corrijam se eu tiver aplicando este conceito de maneria equivocada) do STF ou da Câmara dos deputados cassar o mandato dos condenados no processo. A segunda foi outra discussão, sobre o fato de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ter pedido o arquivamento do processo daquele cara de Volta Redonda que deixou a filha de dez meses no carro, o que levou à morte do bebê.
Gostaria de dizer o seguinte: Respeito as atribuições de cada poder, assim como acho que a organização é algo ESTRITAMENTE NECESSÁRIO a qualquer atividade humana. E vocês sabem que eu sou chato para caralho com isso. Porém, eu acho que, legislativo no primeiro caso, e judiciário no segundo, estão defecando pela boca.
Vamos ao ocorrido: Nas duas discussões (é o que acontece, diariamente, sobre vários temas, no programa do Canazio), a maioria dos debatedores, que, em geral, são pessoas de "renome" na sociedade, achou que o legislativo deveria cassar os deputados, assim como concordou que é um absurdo o MP não oferecer denúncia, evitando que o pai que matou a filha foi a julgamento.
Vamos à minha opinião. Discordo da porra toda. Vou lhes dizer por que. Acho que, nestes casos, tanto a Câmara dos deputados quanto o judiciário estadual, assim como os debatedores do programa de rádio e o seu "Host", querem aparecer mais que todo mundo. Como já disse, respeito as atribuições de cada poder. Mas, no caso dos condenados e presos do mensalão, a cassação já não seria algo automático, dada a gravidade dos crimes e as atribuições do cargo em questão? Amigos juristas, me corrijam, mais uma vez, se for o caso. "Ah, mas o legislativo vai caçar de qualquer jeito!". Esse foi o mesmo argumento usado para defender o julgamento do pai, que, unanimemente, foi considerado culpado pelos debatedores do programa. "Ah, mas ele tem que ir a julgamento, nem que seja pra ser inocentado!".
Vou fazer uma analogia pra ver se vocês entendem o que eu quero dizer, antes de eu dizer, pra facilitar. Você chega em casa, a sua empregada doméstica mudou todos os móveis de sua sala de lugar. Obviamente, você não gostou. Começa a discutir com ela que o sofá deveria ficar em outro lugar, que a sua mesinha de canto ficou feia ali naquela outra parede, que aquele quadro ali está torto. Que quem deveria rearrumar a casa era você, e não ela. Puto, você acaba a discussão e manda ela embora pra casa. Porém, ao entrar na sua cozinha, você percebe o verdadeiro problema: Enquanto a sua empregada ficou o dia todo arrumando sua sala, a cozinha está um caos, e há uma pilha de louça para lavar. Você percebe que, ao invés de ficar discutindo com ela sobre a sala, deveria ter simplesmente dado um esporro e mandado ela lavar a louça.
Acho que é isso que acontece no Brasil. Os poderes, em geral, não querem trabalhar. Ficam brigando sobre qualquer coisinha mediocre para aparecer, tipo a arrumação dos móveis da sala, quando a cozinha tá um caos e precisar ser arrumada. E essa posição é corroborada por uma mídia corrupta, que existe apenas para legitimar aquele grupo político que a favorece mais. Os formadores de opinião formam gente burra, que é incapaz de ler nas entrelinhas. Nós, professores (desculpem puxar a brasa, gente), ficamos sme ter muito o que fazer, pois onde a galera olha, seja internet, TV, rádio, tem alguém enfiando esse tipo de besteira na cabeça deles, desviando o olhar das coisas mais importantes.
Levar a julgamento um cara que todo mundo sabe que será absolvido? Só para "não ofender o orgulho do poder judiciário"?? Acho que o poder judiciário, corrupto, deveria se preocupar mais em fazer o seu trabalho. Esse pai é um idiota, e não um bandido, e o dever do judiciário é o de julgar bandidos. E a culpa que ele levará na cabeça o resto da vida já é, sim, uma pena bem grande. Muito maior do que poderia ser atribuida se ele fosse condenado.
Levar a plenário a cassação de deputados que já estão condenados pelo STF e devidamente enjaulados? Para que? Para adiar, mais uma vez, a votação daqueles projetos de lei eternos, aqueles que vão REALMENTE favorecer a população em alguma coisa? Acho que o legislativo brasileiro deveria pensar mais em legislar para o povo, em ser sério, em trabalhar, em abrir mão dos seus milhões de privilégios, do que em "ter suas atribuições desvirtuadas pelo Supremo".
Então gente, sinto que é um ponto polêmico e já falei demais. Vou parar por aqui. Mas espero que vocês tenham pego minha mensagem: Temos que nos preocupar com o que realmente importa, não com aquela velha disputa sobre quem é o dono da bola. Especialmente no país do futebol.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Quem tem boca fala o que quer. Principalmente Merda.
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| Nem a paleta de cores dos PCs tem 50 tons de cor nenhuma. |
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| Uma mulher à frente de seu tempo. |
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
MORRE FUNK!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nota rápida: Os porradeiros são os novos posers.
O assunto não veio de uma mesa de bar, mas sim do show do Flogging Molly, show esse que poderia ter sido muito mais tranquilo se não fosse essa nova leva de posers que está enfeiando o rock' n roll brasileiro. Vejam os senhores que nós redatores deste blog estávamos curtindo o show anteriormente mencionado quando em uma roda eu vejo um gordinho nada a ver dando uma gravata e tentando derrubar um dos amigos que não estava fazendo nada. Nesse momento separei-os e o indivíduo ainda tentou pensar em arrumar um tumulto comigo. Apesar de não querer confusão, tive que defender meu amigo. Nada aconteceu, mas me ausentei das rodas posteriores, pois não gosto de briga e roda de rock não é pra isso. Tanto que no show do System of a Down no Rock in Rio 2011 tiveram várias rodas e nada aconteceu, inclusive tinha um cara gigante, que serviu no Haiti e que estava empolgado contando como ouvia as músicas quando não estava em serviço. Agora eu pergunto, o que leva um moleque criado a leite com pêra achar que é brabo quando um cara realmente brabo fica na paz? É um POSER, acha que por ouvir Matanza é porradeiro. É amigos, esse tipo de show hardcore agora só vale a pena em lugares seletos com roqueiros de verdade como em Duque de Caxias, por exemplo.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O grilo, a formiga, o ENEM e a juventude brasileira.
And so it came to pass that the countess.... ah não é sobre isso que eu ia falar não, sequelei...
E aqui está meu primeiro post nesse magnânimo blog de discussões inteligentes e virtuosas disfarçadas de conversa de bar, só que no meu post eu não vou usar aquelas figuras de linguagem de mesa de bar. Pois é, não fiquem chateados, o que acontece é que eu estou focado na fábula do grilo e da formiga. Já posso ouvir os idealizadores do blog falando "caraca lá vem aquele gordo grisalho sequelando", não se exaltem meus caros, eu pensei muito nesse assunto e essa comparação toda me veio em mente e coube como uma luva no contexto do caso da molecada que perdeu o ENEM nesse final de semana do feriadão de finados, que eu sublinhei, pois me deixou perplexo e até arrisco dizer abilolado.
Acredito que todos já leram sobre a quantidade de gente atrasada para o ENEM não é? É impressionante, não pelos atrasos em si, todo concurso tem isso, nem pelo fato de adolescente ser despreocupado já que é nessa idade que todo mundo erra e acaba aprendendo com os erros, o que impressiona são as circunstâncias da coisa. Primeiro ponto: feriadão, a prova foi realizada em um final de semana de feriadão. Quem ficou no Rio pode ver os monstruosos engarrafamentos migratórios de quinta-feira e o deserto que ficou a cidade. Não estou exagerando com o termo "deserto" realmente estava tudo vazio, inclusive para não falar que eu não estou falando nada sobre mesa de bar, se você queria tomar uma cerveja sossegado nos bares da praça Varnhagen na Tijuca era fácil, tão fácil quando chegar na hora da prova do ENEM. Então meus caros féculas, qualquer um com boa vontado o suficiente chegava nessa prova na hora, sem desculpa nenhuma de engarrafamento. Segundo ponto também relacionado ao horário: prova 13h. Preciso falar que nem necessidade de acordar cedo tinha?
Por último e não menos importante fica uma pergunta: em quanto tempo se esgotaram os 80.000 ingressos do Rock in Rio 2013? Menos de uma hora. Pois é, aposto uma bala juquinha que tem gente que perdeu o ENEM, mas certamente não perdeu seu lugar no evento, cujo line up ainda nem foi divulgado. Volto a falar que não tem como cobrar seriedade de adolescente, eu não sou maluco, apenas aparento. A coisa toda está no link com o grilo e a formiga, fábula que todo mundo já ouviu quando pequeno e que tem uma lição que tira onda e resolve esse tipo de inversão de valores. É legal garantir seu lugar num evento musical? Sim, claro que é, mas isso tem que ser feito com consciência. Você não vai perder um vestibular pra isso, não vai deixar de pagar contas pra isso, ou pelo menos se se esforçou pra estar lá entre os primeiros tarados que compraram o ingresso, use esse esforço para sair de casa mais cedo para ir a um momento tão importante da sua vida. Pior do que esses moleques são os pais, se seu filho não entendeu que ele tem que sair de casa cedo, encha o saco dele. Se um pai não cobra que o moleque saia de casa na hora e deixa ele correr o risco de perder uma prova importante dessas, o que mais ele está deixando passar? Claro que muitos dos inscritos vêm de famílias desajustadas até sem pais presente, mas muitas vezes esses são os que mais se esforçam.
É... esses são momentos que a gente pensa que essa garotada hoje em dia não quer nada com a hora do Brasil. Eu particularmente, além de ficar pensando que esses atrasados são bem idiotas, ainda acredito nos que chegaram na hora e se esforçaram para começar a garantir seu espaço ao sol. Também acho bem legal o fato de cada vez mais o "jeitinho brasileiro" de tolerar qualquer atraso estar se enfraquecendo, e pr sua vez, fazendo um exame minimamente sério, não só para dar chance para quem se erforça, mas também para avaliar o ensino médio do país, vai que esses dados são usados para melhorar nosso ensino não é?
Fim de papo. Falei demais.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Primavera Carioca
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Freixo na Cinelândia
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Não basta criar, tem que se aproveitar.
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terça-feira, 13 de março de 2012
O Foda-se
Amigos de mesa de bar podem puxar uma cadeira, pedir mais um copo e mais uma cerveja, que o assunto de hoje pede. Ao ler o título, muitos certamente já se identificaram com a filosofia incorporada na palavra, mas acredito que pouco ainda se deram conta da importância dele na nossa vida, tal qual a concebemos hoje.
Pois bem. Estava conversando recentemente com um amigo que estava, para usar uma terminologia contemporânea nesses tempos de Facebook, em “um relacionamento enrolado”. Conversa vai, conversa vem, copos esvaziam, copos se enchem novamente. E a velha solução mágica para esses casos aparece:
- Ah mermão, que se foda essa porra.
O climão instaurado no ar rapidamente se dissipa. E o papo começa a fluir para temas menos polêmicos, como futebol, religião e política.
Pagamos a conta do bar (sim, esse negócio de pendura é coisa de advogado) e cada um vai pro seu canto. E como me é comum quando estou na metade do caminho entre a sobriedade e a embriaguez, a mente começa a trabalhar sem as restrições impostas pela racionalidade cartesiana, e coisas que anteriormente pareciam sem sentido, num passe de mágica passam a parecer perfeitamente naturais.
Fiquei então pensando na condição do pobre homem. Até onde eu sei, um cara inteligente e trabalhador, mas que não conseguia mais se concentrar direito no seu ofício. Tudo por conta de uma mulher.
Aproveito para fazer aqui um pequeno comentário antes de continuar o caso quase-verídico. O gênero aqui é irrelevante. Se alguém estiver incomodado, troque os gêneros dos personagens da história e sinta-se feliz (ou de somente um dos personagens, se assim quiser... Ao gosto do freguês).
E então me lembrei de N outros casos que eu vi de perto. E não somente relacionados a relacionamentos. Na verdade já observei série de problemas de menor importância serem transformados em obstáculos intransponíveis muitas vezes... como aquele zagueiro filho da puta do seu time que acaba com a sua noite de sono e faz com que você além de ter que aturar torcedores rivais inconvenientes, passe o dia seguinte inteiro com sono.
Pensei em toda a ineficiência que esses probleminhas geram, toda a capacidade produtiva e/ou criativa parada porque tem alguém com dor de corno ou tá puto com o Aldair. E ao contrário, como um simples foda-se faz a humanidade toda andar pra frente.
- E se não houvesse o foda-se no mundo? – eu pensei.
O mero pensamento me fez correr um calafrio. Imaginei uma humanidade emonizada pelos cantos, reclamando da vida e ouvindo Panic at the Disco.
Não, isso era a visão do inferno. A realidade não poderia ser tão cruel. Então tentei me focar em cenários menos horripilantes... pensei em eventos chave da nossa história. Se, por exemplo, o homem que inventou o fogo estivesse ainda bolado porque tomou um pé na bunda uns dias antes. Se Edison estivesse preocupado em não atrasar a conta de luz que estava em débito automático e deu merda. Se o Graham Bell estivesse revoltado com a companhia telefônica porque o telefone não dava linha pra ele ligar pra sua tia e desejar um feliz aniversário.
Cheguei à conclusão que a humanidade, tal como a conhecemos hoje, só existe por causa do foda-se. O Foda-se é a sabedoria máxima concentrada em 6 letras e um tracinho. É a capacidade de se separar as coisas que realmente importam e as deixar as demais em segundo plano. É, fundamentalmente, o que nos permite andar para frente, e não nos prender ao passado e aos detalhes.
O Foda-se é, parafraseando a terminologia da física de partículas, a expressão de Deus, que permite a todos os seres humanos fazer aquilo que querem de fato e que tem a capacidade de fazer, sem ter que se preocupar com merda.
EMILIANO CARDOSO não é filósofo e quer que a porra toda se foda.




